 edição 3junho/julho 200670 páginas
Preço: 15,00
editorialA terceira edição da revista Leite Integral traz novamente temas diversificados e focados na informação técnica de interesse para a produção de leite. Nosso grande desafio é fazer uma revista que atenda, cada dia mais, aos diversos interesses do nosso leitor. Sabemos que há muito trabalho pela frente – mas também muita vontade e esperança.
Nesta edição entrevistamos o Dr. José Ricardo Lobo, chefe da Divisão de Brucelose e Tuberculose do Ministério da Agricultura. Suas respostas completas e claras elucidaram muito acerca do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose.
A matéria da sessão Nutrição, escrita pelo Prof. Marcos Neves Pereira desmistifica muitos conceitos, ou melhor, pré-conceitos, sobre a utilização de cana-de-açúcar para vacas de alta produção de leite.
Informações esclarecedoras sobre como são feitos os testes de progênie de touros e como os resultados podem ser utilizados no momento da escolha de sêmen são apresentadas no artigo escrito pelo Dr. Alessandro M. Cambraia Esteves na sessão Melhoramento. Não deixe de ler também as matérias sobre Clostridioses e Protocolos de Sincronização de Cio. A antiga sessão Passo a Passo, agora se chama Diagnóstico Laboratorial, e traz a segunda parte do artigo sobre interpretação de exames laboratoriais de Mastite.
Por fim, para falar sobre os ciclos de altos e baixos do agronegócio brasileiro, pedimos algumas palavras ao Dr. Marcos S. Jank, presidente do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (ICONE). E ele, com enorme experiência, disse muito. Confira na sessão Opinião.
Iniciamos um mês de grandes eventos como a Superagro, em Belo Horizonte e o 9ο Congresso Pan-Americano do Leite, em Porto Alegre. Torcemos para que todos sejam um sucesso! Por falar em torcida, deixamos aflorar todo nosso patriotismo e preparamos uma capa que homenageia dois grandes sucessos do Brasil: agronegócio e futebol. Vamos torcer para que ambos só tragam alegrias para os brasileiros.
Uma ótima leitura e até a próxima.
Muito trabalho e Muita Esperança
As Editoras |  matéria de capaProvas de touros: como utilizá-las na escolha de sêmen para programas de inseminação artificialDIAGNÓSTICO LABORATOMASTITE: INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS DE ANÁLISE MICROBIOLÓGICA E ANTIBIOGRAMA (parte II)A correta interpretação dos resultados encontrados na análise microbiológica é o primeiro passo e fator fundamental para o sucesso no controle da mastite e obtenção de melhores resultados produtivos. Luiz Eduardo Ristow, MV, MMV e Afonso Alvarez Perez Júnior, MD - TECSA Laboratórios ENTREVISTADr. José Ricardo LôboChefe da divisão de brucelose e tuberculose - coordenador geral de combate às doenças - Depart. Saúde Animal MAPA MELHORAMENTOProvas de Touros – Utilização na escolha de sêmen para programas de inseminação artificialPara promover e garantir o melhoramento genético dos rebanhos de leiteiros, é estritamente necessário o uso da inseminação artificial na reprodução das matrizes. O sêmen escolhido deverá ser de touros positivamente provados para as características selecionadas, conforme o objetivo almejado pela fazenda. A inseminação artificial das matrizes, com o uso de touros provados positivos, garante a introdução de genes superiores, necessários para o melhoramento genético do rebanho. Alessandro M. Cambraia Esteves - Médico Veterinário / Ms Zootecnia - Melhoramento animal - GEPEC - Genes Paecuária MERCADOProjeções para a safra de milho e sojaRally da Safra 2006 – Uma viagem ao Brasil que produz NUTRIÇÃOPotencial da cana de açúcar para alto desempenho de bovinosA incorporação, na produção de leite, da tecnologia brasileira de produção de cana-de açúcar e de álcool é um exemplo concreto da possibilidade de encurtar caminhos tecnológicos. Dentre as características da cana-de-açúcar, as duas mais desejáveis em sistemas de produção de leite são a alta capacidade de produção de matéria seca por hectare e o alto conteúdo de sacarose, um carboidrato de alta digestibilidade. O alto conteúdo energético, acoplado ao grande potencial de produção por área, propicia a elevada taxa de lotação animal, quando associado ao baixo uso de alimentos concentrados por unidade de desempenho. Marcos Neves Pereira - Professor do Dep. Zootecnia UFLA OPINIÃOA Ciclotimia do AgronegócioÉ espantoso constatar a transformação radical da conjuntura do agronegócio entre os anos de 2002-2005 e o momento atual. Há dois anos atrás, o setor era “cantado em verso e prosa” como um dos mais sólidos e rentáveis da economia: preços em alta, vultosos investimentos, competitividade imbatível. Neste ano, com exceção do açúcar e do café, mergulhamos novamente num ciclo de preços em queda, falta de investimentos e perda de rentabilidade. Por que a conjuntura mudou de forma tão repentina? Marcos S. Jank - Presidente do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais - ICONE www.iconebrasil.org.br REPRODUÇÃOImpactos econômicos dos protocolos de sincronização com eliminação da observação do cio. Parte II – Vacas confinadasAntes de se usar as estratégias para sincronizar a ovulação de animais mantidos em confinamento, deve-se ter informações tais como: condição corporal, dias após o parto e número de lactações, a fim de se determinar o protocolo a ser seguido. Mas, independentemente do protocolo a ser sugerido, é essencial usar sêmen de qualidade e contar com inseminador treinado e estimulado. José Luiz Moraes Vasconcelos, Ricarda Maria Santos e Guilherme Horta Lima Marquezini - Professor da UNESP – Botucatu/SP e FMVZ – UNESP – Botucatu – SP SANIDADEPRINCIPAIS CLOSTRIDIOSES NA BOVINOCULTURA LEITEIRAO grupo de infecções e intoxicações causadas por bactérias anaeróbias do gênero Clostridium são chamadas clostridioses e são altamente letais. Estes organismos, quando expostos a condições adversas, têm a habilidade de passar por uma forma de resistência chamada esporo, a qual os torna capazes de manterem-se potencialmente infectantes no solo por longos períodos, representando um perigo significativo para a população animal e humana. Francisco Carlos Faria Lobato, Ronnie Antunes de Assis e Felipe Masiero Salvarani - Professor da Escola de Veterinária da UFMG, DSc. Sanidade Animal e Mestrando em Medicina Veterinária EV- UFMG |