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Edição 4

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Agosto/Setembro 2006

66 páginas

Preço: 15,00

 

editorial

Um horizonte de crescimento...

Essa foi uma das mais importantes conclusões que pudemos tirar do Diagnóstico da Pecuária Leiteira do estado de Minas Gerais em 2005. Elaborado pelo prof. Sebastião Teixeira Gomes, da Universidades Federal de Viçosa, esse importante levantamento da cadeia produtiva do leite em Minas mostrou que, apesar das inúmeras dificuldades enfrentadas pelo agronegócio brasileiro, o estado apresentou crescimento surpreendente, nos últimos 10 anos, e se consolidou como maior produtor de leite do país. Embora ainda existam grandes ajustes a serem feitos nos sistemas de produção em Minas eno Brasil, como um todo, são muito expressivas e devem servir de estímulo para todos os indivíduos envolvidos com a atividade. Nesta edição, apresentamos um resumo preparado pelo corpo editorial da Revista Leite Integral com os principais resultados apontados pelo Diagnóstico.

Aproveitando o ``gancho`` do diagnóstico, entrevistamos o Secretário de Agricultura do Estado de Minas Gerais, Dr. Marco Antônio Rodrigues da Cubha, que ns apresentou, com enorme clareza, o ``Minas Leite``, um programa do Governo de Minas para a modernização da cadeia produtiva do leite.

Na seção Agronomia, o Dr. Silvino Guimarães Moreira apresenta um excelente artigo, que resume as principais práticas a serem implementadas em uma propriedade que busca produzir volumoso de qualidade e de forma sustentável.

A matéria da seção Nutrição, escrita pela prof. Ana Luiza da Costa Cruz Borges e colaboradores, é uma apresentação completa sobre a produção de silagem de capim, chamando atenção para o fato de que só é uma boa aopção nutricional e econômica, se for produzida corretamente.

Iniciamos nesta edição, a elucidação de dois sérios problemas de sanidade dos rebanhos leiteiros: a Rinotraqueíte Infecciosa Bovina (IBR) e a Diarréia Bovina Vírus (BVD), responsáveis por perdas produtivas e econômicas. Não deixe de ler a primeira parte do artigo de autoria do prof. Christian Hirsch.

A terceira e última parte do artigo sobre interpretação de exames laboratoriais de mastite é apresentada na seção Diagnóstico Laboratorial. Nesta edição estamos contando também com as valiosas colaborações do Dr. Marcelo Pereira de Carvalho, na seção Mercado, e do Dr. Polan Lacki, um grande entusiasta do agronegócio, na seção Opinião.

Boa leitura!
As Editoras

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matéria de capa

Cow Parade Belo Horizonte

AGRONOMIA

Manejo do solo visando produção econômica e sustentável de forragens

Desde a época de nossos avós, aprendemos no meio rural uma rotina, que é usada até hoje em muitas propriedades, principalmente, naquelas situadas em regiões com agricultura menos desenvolvida: colhe-se o milho, coloca-se o gado na palhada e, próximo ao início da época chuvosa, começam os trabalhos de preparo do solo para o plantio da próxima safra. Geralmente, faz-se primeiro a aração ou gradagem pesada, seguida de grade niveladora, até quebrar todos os torrões do solo; o plantio do milho, seguido ou não de adubação de cobertura; o controle ou não de lagartas, etc; colhe-se o milho para grão ou silagem, e o processo se repete na próxima safra. Após alguns anos, há redução da produtividade da área, o que é natural, devido à grande quantidade de nutrientes extraídos do solo, e acredita-se que aquela “terra se encontra cansada”.

Silvino Guimarães Moreira - Dsc. Agronomia - Equipe RehAgro

DIAGNÓSTICO LABORATO

MASTITE: INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS DE ANÁLISE MICROBIOLÓGICA E ANTIBIOGRAMA (parte III)

A interpretação dos resultados, a análise das informações obtidas e a adoção de medidas estrategicamente planejadas são fatores de sucesso no controle da mastite, na obtenção de melhores resultados produtivos e na prevenção da resistência a antimicrobianos.

Luiz Eduardo RISTOW, MV, MMV e Afonso Alvarez Perez Júnior, MD - TECSA Laboratórios

DIAGNÓSTICO LABORATO

MASTITE: INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS DE ANÁLISE MICROBIOLÓGICA E ANTIBIOGRAMA (parte III)

A interpretação dos resultados, a análise das informações obtidas e a adoção de medidas estrategicamente planejadas são fatores de sucesso no controle da mastite, na obtenção de melhores resultados produtivos e na prevenção da resistência a antimicrobianos.

Luiz Eduardo RISTOW, MV, MMV e Afonso Alvarez Perez Júnior, MD - TECSA Laboratórios

ENTREVISTA

Marco Antonio Rodrigues da Cunha

Secretário de Agricultura do Estado de Minas Gerais

ESPECIAL

DIAGNÓSTICO DA PECUÁRIA LEITEIRA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EM 2005

Nos últimos 10 anos, a produção de leite em Minas Gerais, Estado maior produtor de leite do Brasil, aumentou quase 50%. Qualificar e quantificar as mudanças que levaram a esse expressivo aumento de produção foram os principais desafios propostos para o Diagnóstico da Pecuária Leiteira no Estado de Minas Gerais em 2005. Em sua segunda edição - a primeira foi apresentada em 1995 -, o Diagnóstico foi realizado, mais uma vez, pelo somatório de esforços do SEBRAE-MG, FAEMG, SENAR-MINAS e OCEMG, ficando a elaboração a cargo do Prof. Sebastião Teixeira Gomes, da Universidade Federal de Viçosa. O Diagnóstico foi traçado a partir de 1.000 entrevistas, realizadas em todas as regiões de Minas e nos vários estratos produtivos. As informações geradas permitem traçar o perfil da pecuária leiteira, projetar as perspectivas para o agronegócio do leite em Minas e contribuir para novas intervenções, visando ao desenvolvimento da pecuária leiteira. A seguir será apresentado um resumo do Diagnóstico, preparado pela equipe editorial da Revista Leite Integral. A versão completa pode ser encontrada no site: www.faemg.org.br.

MATÉRIA DE CAPA

Cow Parade Belo Horizonte

MERCADO

Calmaria nos preços, pelo menos por hora

As previsões de estabilidade no mercado se concretizaram para o leite produzido em maio e pago em junho. De acordo com o Cepea/USP, a média nacional subiu apenas 0,75%, atingindo R$ 0,4975 por litro. O Conseleite-Paraná, por sua vez, prevê, para junho, modesto aumento de 1,35% nos preços, sugerindo que a estabilidade deve continuar.

Marcelo Pereira de Carvalho - Equipe MilkPoint

NUTRIÇÃO

SILAGEM DE CAPIM ELEFANTE: BOA OPÇÃO, QUANDO BEM FEITA

Ana Luiza Costa Cruz Borges, Ricardo Reis e Silva, Silas Primola Gomes e Walter Leandro Patrizi - Profa. Adjunta - Dep. Zootecnia EV-UFMG, Mestre em Zootecnia EV-UFMG, Doutorando em Ciência Animal - Dep. Zootecnia EV-UFMG e

NUTRIÇÃO

SILAGEM DE CAPIM ELEFANTE: BOA OPÇÃO, QUANDO BEM FEITA

Desde a década de 60, o capim elefante (Pennisetum purpureum, Schum.) foi grandemente difundido no Brasil, sendo, a princípio, utilizado em capineiras para a época da seca, e, em seguida, utilizado para ensilagem, devido à elevada produção nas águas (Boin, 1968). O fato é que a presença de uma capineira já faz parte da tradição das propriedades leiteiras do país. Hoje, diante da necessidade de uma pecuária mais competitiva, com redução de custos e aumento da produtividade, a silagem de capim vem ocupando espaço crescente na preferência dos produtores. Até recentemente, seu uso não atingia grande escala, provavelmente, pela falta de máquinas apropriadas para a tarefa de cortar plantas de alto potencial de produção. Há alguns anos atrás, houve a importação de máquinas e equipamentos que promoviam cortes da forragem com tamanhos de partículas longos, e, nos últimos quinze anos, algumas empresas nacionais passaram a desenvolver e produzir equipamentos de maior capacidade operacional, o que tem viabilizado o uso de silagens em maior escala. Conseqüentemente, diversas propriedades passaram a adotar a ensilagem de capins como alternativa para a suplementação volumosa dos animais no período seco do ano (Balsalobre et al., 2001). A partir de 2002, as empresas nacionais fabricantes de colhedoras para ensilagem de capins passaram a produzir máquinas com sistema de corte na forma de disco, que produzem um material com menor tamanho de partícula. Apesar de um menor rendimento na colheita, o tipo de corte causa menos danos à porção remanescente no campo, o que é fundamental para uma boa rebrota e manutenção da capineira. No final de 1999, estimava-se que a silagem de capins, de forma geral, já respondia por mais de um terço do volumoso utilizado nos confinamentos de leite e de corte (Milkpoint, 2006).

Ana Luiza Costa Cruz Borges, Ricardo Reis e Silva, Silas Primola Gomes e Walter Leandro Patrizi - Profa. Adjunta - Dep. Zootecnia EV-UFMG, Mestre em Zootecnia EV-UFMG, Doutorando em Ciência Animal - Dep. Zootecnia EV-UFMG e Mestre em Zootecnia EV-UFMG

OPINIÃO

Uma proposta diferente para erradicar a pobreza rural

Dos governos, é muito pouco, ou quase nada, o que se pode esperar; geralmente, as suas estruturas e os seus procedimentos têm tantos vícios, inflexibilidades, ineficiências e distorções, que é preferível buscar uma estratégia na qual os cidadãos tornem-se menos dependentes das "ajudas" governamentais.

Polan Lacki - www.polanlacki.com.br

SANIDADE

Diarréia Bovina a Vírus (BVD) e da Rinotraqueíte Infecciosa Bovina (IBR)

A pecuária bovina brasileira foi alçada à posição de primeiro lugar mundial, em termos de exportação de carne, pelo terceiro ano consecutivo, segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), faturando mais de três bilhões de dólares em carnes e mais de 120 milhões de dólares em produtos lácteos, no ano de 2005.

Prof. Dr. Christian Hirsch - Departamento de Medicina Veterinária – UFLA.

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