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Edição 129

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Por mais atribulados que sejam os últimos dias do ano, eles sempre me trazem uma energia boa. Por mais cansada que chegue ao final de 2019, minha vontade é de enfeitar a casa e agradecer. Na última semana de novembro, meus filhos já estavam ansiosos pelos preparativos. Montamos a árvore, desembalamos o presépio, testamos as luzinhas coloridas. A empolgação deles me fez lembrar do conto mais bonito que já li sobre o Natal, “Memórias de Natal”, de Truman Capote. Naquele mesmo dia, procurei o velho livro na estante e fui direto para as últimas páginas, onde me lembrava exatamente que o conto estava. Reli e me emocionei como da primeira vez. Talvez um pouco mais. Senti até o cheiro das frutas e depois as vi se misturando ao leite para fazer o tão esperado bolo de frutas do conto. A emoção a mais veio daí.

Natal tem gosto de leite! Pode ser misturado com as amoras e framboesas de Capote ou no pudim de leite que só a minha tia Lucinha sabe fazer. Pode ser no leite condensado das rabanadas ou no doce de leite da rosca rainha que nunca mais comerei.

Memórias. Afeto. Memórias afetivas. É lá que o leite vive e é de lá que deve ser resgatado toda vez que alguém disser que ele faz mal à saúde e que não deve ser consumido. É de lá que ele vem agora, em forma de amor, saudades e boas lembranças, para encher de alegria o Natal de cada um de nós. “É tempo de bolo de frutas”.

Feliz Natal!

 

Flávia Fontes é editora da Revista Leite Integral e sente muitas saudades da rosca rainha que a sua mãe fazia no Natal