Revista Leite Integral - Reunião de boas ideias

Reunião de boas ideias

Aconteceu | 04 de Junho de 2018 Voltar

Edição #110 - Maio/2018

REUNIÃO DE BOAS IDEIAS

A oitava edição do Simpósio Internacional Leite Integral reuniu mais de 1000 pessoas. Além de discutir as principais questões relacionadas à criação de bezerras, o evento inovou ao levar os participantes para visitar três bezerreiros por meio de realidade virtual 

“Penso que os produtores e técnicos brasileiros ainda têm um longo caminho a percorrer para alcançar padrões de excelência na criação de bezerras. Neste sentido, a iniciativa de promover um evento especificamente sobre o tema, com discussões de tão alto nível, foi de extrema importância para o desenvolvimento da nossa atividade. Participo do Simpósio desde a sua primeira edição e acho que esta troca de experiências é sempre muito válida”, disse o zootecnista Amauri Bernardi, supervisor da Unidade de Produção de Bezerras e Novilhas da Copacol.

Ele faz parte do grupo de mais de 1000 pessoas, de diferentes regiões do Brasil, que participou do VIII Simpósio Internacional Leite Integral, realizado em Curitiba (PR) de 10 a 12 de abril. A edição deste ano reuniu um time de peso, formado por palestrantes nacionais e internacionais, que discutiu sobre as tendências e os principais cuidados que devem ser tomados com as futuras vacas de produção.

PRÉ-SIMPÓSIO

Auditório lotado e participantes atentos a cada uma das explicações do pesquisador e professor na University of Illinois (EUA) James Drackley. Essa foi a tônica do pré-simpósio, que discutiu algumas mudanças previstas para a edição de 2019 do Nutrient Requirements of Dairy Cattle (NRC), uma das mais importantes publicações do mundo sobre a nutrição de bovinos. 

O pesquisador chamou a atenção para a importância de que as pessoas vejam e entendam o comportamento natural das bezerras, a fim de se pensar na alimentação e em como incorporar esses aspectos ao manejo. “Podemos oferecer uma nutrição mais compatível com a fisiologia dos animais. Então, a grande questão é avaliar como viabilizar o fornecimento de leite em quantidade suficiente para as bezerras e o que fazer para promover um processo natural de desmama”, pontuou._CF_1261.jpg (192 KB)

Foto: James Drackley adiantou algumas mudanças da próxima edição do NRC

Sobre o NRC, que terá um atraso no lançamento inicialmente previsto por seu comitê organizador, Drackley adiantou que a nova versão vai contemplar mudanças, que visam tornar as orientações sobre o consumo das bezerras, mais precisas e eficazes. Sob o ponto de vista das vacas, a publicação vai trazer novidades relacionadas, por exemplo, à modelagem da produção de proteína microbiana no rúmen e ao fornecimento de energia. “Algumas das exigências de minerais e vitaminas também serão atualizadas para que haja uma estimativa mais precisa dessas necessidades.”

De acordo com Drackley, o comitê do NRC avalia que a atual versão, publicada em 2001, tem como legado o alerta que deixou sobre a atenção que deve ser dedicada às bezerras no que diz respeito às taxas de crescimento e o que fazer para atingir essas metas. Por outro lado, o professor reconhece que a obra não foi tão precisa quanto deveria ter sido. “Desde a última versão, muitas pesquisas foram conduzidas, e esses estudos nos deram as informações que precisávamos para melhorar as equações de predição das exigências. Como mostrei em minha apresentação, mesmo pequenas alterações das equações atuais as tornam mais aplicáveis para diversas taxas de ganho de peso. Penso que com os novos dados poderemos fazer ajustes relacionados às exigências de proteína e energia, que serão modelos melhorados para calcularmos as necessidades nutricionais das bezerras. Estes são os pontos que eu considero serem os mais importantes.”

Fazendo referência ao Brasil, Drackley citou um estudo desenvolvido em Minas Gerais. “Foi uma pesquisa interessante, que mostrou que o fornecimento de leite a bezerras Girolando apresentou resultados muito semelhantes aos obtidos com Holandês em um trabalho realizado nos EUA. Em resumo, a comparação identificou que as exigências nutricionais dessas raças são bem parecidas.”

PALESTRAS

Talvez não tenha nada que instigue mais o ser humano do que falar sobre o futuro. Consciente ou inconscientemente, sempre queremos antecipar situações e saber, em primeira mão, as últimas descobertas da ciência. E neste contexto, a epigenética vem ganhando uma posição de destaque por estar, cada vez mais, se firmando como uma perspectiva adicional sobre os fatores que funcionam como estímulos para o desenvolvimento do animal.

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Foto: Martin Kaske apontou que fatores ambientais devem ser vistos de forma adicional aos fatores genéticos

Em sua apresentação, Martin Kaske, professor da University of Zurich (Suíça) e uma das maiores autoridades no assunto, explicou que o conceito de epigenética está relacionado a uma nova visão que se tem de que “fatores ambientais que afetam uma bezerra antes do nascimento ou nas primeiras semanas de vida podem gerar um efeito ou impacto considerável no fenótipo do animal adulto”. Esses gatilhos iniciais, explicou ele, têm efeitos de longa duração, tanto no metabolismo como nos sistemas endócrino e imune em diferentes fases da vida do animal. “Por isso, os fatores ambientais devem ser vistos de forma adicional aos fatores genéticos. De forma bem simplificada, podemos dizer que epigenética são as condições ambientais que ligam e desligam os genes.”

De acordo com Kaske, o produtor não pode considerar a bezerra como um indivíduo independente, separando-a do animal adulto e, portanto, do restante de sua vida. “Precisamos enxergar o animal como um todo, dentro de um único contexto. Ou seja, a bezerra precisa ser vista como uma ‘pequena’ vaca. Temos que investir mais esforços para oferecer alimentação adequada e mais recursos financeiros desde o primeiro dia de sua vida, pois só assim teremos uma vaca de leite de alta produção, fértil e longeva”, destacou.

A já velha conhecida contagem bacteriana total (CBT), mas nem de longe um assunto de menor importância para a pecuária de leite, foi o tema da palestra de Jud Heinrichs, pesquisador e professor na Penn State University (EUA). Ele reforçou que o colostro é extremamente importante para a transferência de imunoglobulinas, proteínas e outros nutrientes às bezerras, e que, portanto, o produtor precisa ficar atento aos índices de CBT. “O principal erro cometido está no manejo do colostro. A vaca precisa estar limpa, assim como o equipamento de coleta. Temos também alguns produtores que deixam o colostro em temperatura ambiente por um tempo muito longo antes de fornecê-lo. O engraçado é que com o leite isso nunca acontece, as pessoas sabem que precisam armazená-lo no tanque de expansão e resfriá-lo a 4ºC o mais rápido possível”, apontou.

Heirichs comparou a produção do colostro com a do leite e afirmou que não há diferença alguma entre elas. “Os produtores sabem o que fazer para produzir leite e, da mesma forma, colostro de qualidade. O procedimento é o mesmo. Não estamos falando de nenhuma ciência interplanetária, nem de um assunto novo. Para acumular ganhos, ao invés de prejuízos, basta colocar em prática tudo o que já vem sendo dito há anos”, assinalou.

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Foto: Bert van Niejenhuis, da Cow Signals

Considerando que os animais se comunicam por sinais, entre as inúmeras situações que compartilhou com os participantes, Bert van Niejenhuis, da Cow Signals Trainning Company (Holanda), disse que para parir uma bezerra saudável a vaca precisa estar em um local que a proporcione conforto. “É o que chamamos de stress free calving line, ou seja, uma instalação com cama de palha destinada às vacas nas três semanas pré-parto e nas três pós-parto, com boa ventilação, limpa e com espaço suficiente para elas se movimentarem. Assim, conseguimos reduzir o estresse e aumentamos as chances de a vaca parir um animal saudável, do jeito certo.”

Além disso, o palestrante falou sobre a necessidade de que a bezerra seja colocada na frente da vaca, sobre o trato, o mais rápido possível. “É preciso retirar a bezerra do lote de maternidade, impedindo que ela tenha contato com a cama, que é onde todas as bactérias estão. Quando isso acontecer e ela for colocada no local indicado, a genitora irá lambê- la e estimular seus movimentos respiratórios. Simultaneamente, a vaca também vai liberar ocitocina e, assim, será fácil ordenhá-la e obter o colostro em poucos minutos. Por fim, devemos alimentar a cria o quanto antes, para propiciarmos à ela o melhor começo de vida e à vaca um bom início de lactação”, orienta Niejenhuis.

Nesta edição, as experiências brasileiras na área foram apresentadas por Elias Jorge Facury Filho, professor na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Fora as doenças clássicas e que são motivo de alerta permanente, como a diarreia, pneumonia e tristeza parasitária, ele enfatizou que as enfermidades subnotificadas também merecem atenção. “Em muitos casos, temos percebido que o produtor não está dando a importância que deveria, por exemplo, às infecções de umbigo, que podem evoluir para uma septicemia e causar lesões em vários órgãos, levando o animal a óbito. Há ainda as estomatites e otites, doenças frequentes, mas que não são notificadas por falta de diagnóstico. Isso sem contar as subclínicas, como a verminose e a coccidiose, que sem exames complementares não são vistas”, enumerou.

O professor lembrou que o Brasil é um país de contrastes sociais, econômicos e tecnológicos, e que essa diferença também é acentuada quando consideramos as realidades das fazendas produtoras de leite. Segundo ele, ao mesmo tempo em que se têm propriedades com produções altíssimas, que são referência no cuidado com as várias categorias do rebanho, há aquelas com menor volume, que estão indo relativamente bem, mas poderiam ser muito mais eficientes se fizessem o “dever de casa”. “Avalio que temos muitos produtores que encaram a atividade com seriedade, que têm consciência da importância econômica que a bezerra tem para o sistema. Por outro lado, ainda há muita gente no grupo que acha que ela só traz despesa por consumir o leite que poderia ser vendido. Tirando isso, ainda é a categoria que mais adoece, então o gasto com medicamentos é grande. Diante dessas questões, erroneamente alguns acabam tratando mal esses animais e, como consequência, geram sérios problemas.”

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Foto: O professor da UFMG Elias Facury chamou a atenção para as enfermidades subnotificadas

A lista de prejuízos é extensa e começa pelo fato de que o animal não vai conseguir expressar todo o seu potencial genético quando chegar à fase adulta. Outra questão é que esse animal vai entrar em serviço tarde, o que faz com que o produtor acumule um grande número de cabeças que não estão em produção enquanto ele segue gastando para mantê-las. “Em uma situação ideal, uma vaca poderia ter sua primeira cria com 20 a 24 meses de idade, e já começaria a se pagar. Mas quando a cria não é bem feita, a idade ao primeiro parto sobe para 36, às vezes 40 meses”, adverte Facury.

O professor avalia, fazendo uma reflexão da sua vida profissional, que os problemas foram resolvidos em parte. “Caminhamos muito, melhoramos muito, mas muitas perguntas ainda aguardam respostas. Acho que ver esta casa cheia demostra que as pessoas estão procurando isso. O Simpósio Leite Integral tem essa importância. Existem tendências, é claro, mas nem tudo o que foi apresentado aqui é novo e, mesmo assim, continua gerando reflexões e muitas demandas”, analisa.

BEZERRAS INVADIRAM O SIMPÓSIO

Chega a soar estranho realizar um evento de três dias, dedicado exclusivamente às bezerras e não tê-las lá. Mas como viabilizar toda essa logística e infraestrutura em um espaço fechado, e, mais, localizado em uma grande capital? Este foi o grande desafio imposto e cumprido pelas organizadoras do Simpósio Ana Paula Menegatti e Flávia Fontes.

Para dar conta do recado e fazer bonito perante um público altamente especializado, a empresa de realidade virtual VR Milk cumpriu uma agenda apertada de viagens, para filmar os bezerreiros em 360º, e de encontros, para realizar a edição das imagens. Mas valeu à pena, porque os espaços que apresentaram os vídeos das fazendas Santa Luzia, em Passos (MG), Açude das Melancias, em Russas (CE), e Copacol, em Cascavel (PR), não ficaram vazios um minuto sequer.

“Meu primeiro contato com esta tecnologia foi no ano passado, durante uma feira, mas algo bem diferente do que vi agora. Aqui é realidade virtual mesmo, muito bacana”, elogiou o médico veterinário Octaviano Alves Pereira Neto. Entusiasmado ao tirar os óculos, ele disse que se sentiu, de fato, dentro do bezerreiro. “Não há diferença entre o que vemos no dia a dia e o que foi apresentado. Em uma das fazendas, tem uma carroça que vem em nossa direção e, involuntariamente, tiramos o pé porque a sensação que temos é a de que ela vai passar por cima. Você acaba imergindo nessa realidade e perde um pouco a noção do que está acontecendo de fato. Só senti falta do vento e do cheiro”, descreveu.

O veterinário trabalha na área de treinamentos e avalia que a realidade virtual pode contribuir muito para a capacitação de técnicos, produtores e funcionários de fazendas. “Enxerguei várias oportunidades de outras coisas que podem ser feitas a partir desta inovação. Penso que é mais uma ferramenta que chega para contribuir para o desenvolvimento da pecuária leiteira”, vislumbra Neto.

COMUNICAÇÃO E MARKETING

A palestra sobre marketing, conduzida pelo designer Carlos Denisieski, foi uma grata surpresa na programação. De forma descontraída e descolada, ele deu dicas preciosas para que produtores e empresas diferenciem suas marcas em um mundo onde todos querem ser protagonistas. “O caminho não é tentar encontrar um mercado que tenha uma oportunidade incrível, mas fazer algo que tenha a ver com a sua essência. É questionar o porquê de você estar fazendo aquilo e o que o mundo ganha com isso, e, a partir daí, achar a interseção entre esses dois conjuntos. Quando isso acontece você começa a se singularizar, porque tem a ver com você e isso já o distingue do outro, neste caso, do seu concorrente. Trabalhar a sua essência é a melhor maneira de se diferenciar”, indicou.

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Foto: Carlos Denisieski destacou que experiência gera história para as marcas

Para Denisieski, marca e história são “quase sinônimos”. “A sua marca é a sua história. O seu produto é a sua história, porque você não vende leite, você entrega uma história inteira do leite.” Ele destaca que experiência gera história, história gera emoção e, por sua vez, comunicação. “Você precisa criar histórias em torno do seu produto, histórias verdadeiras que tenham a ver com a sua essência para que você consiga se comunicar. A sua marca é o que você conta sobre ela, ou o que alguém vai contar depois.”

LANÇAMENTOS

Durante o simpósio, a Bayer Saúde Animal e a Zinpro realizaram eventos paralelos para apresentar seus novos produtos ao público.

Fagolac

Tendo como premissa o investimento no futuro, a Bayer Saúde Animal escolheu o Simpósio Internacional Leite Integral para fazer o lançamento de um produto totalmente inovador para auxiliar no controle das diarreias em bezerras.

Trata-se do Fagolac, uma nova tecnologia biológica que promove o equilíbrio da flora microbiana intestinal e diminui o número de microrganismos indesejáveis, responsáveis pela ocorrência de diarreias durante a fase de aleitamento. Os probióticos presentes em sua formulação são altamente específicos, capazes de destruir bactérias e, com isso, reduzir a utilização de antibióticos na fase de criação das bezerras.

De acordo com Saul Hatem, gerente de Produtos de Pecuária de Leite da Bayer, “a premissa do Fagolac é que a luta pela produtividade começa no intestino da bezerra. Ou seja, um intestino saudável funciona como uma importante barreira para a entrada de microrganismos e favorece a absorção de nutrientes, além de ser essencial para prevenir a ocorrência de diarreias, que são as doenças mais importantes e onerosas que acometem as bezerras em aleitamento”.

Para o lançamento, a Bayer preparou um vídeo, em realidade virtual, que mostra a forma de utilização e o mecanismo de ação do Fagolac no intestino, apresentado no lounge da empresa no Simpósio. No espaço, os participantes também puderam esclarecer suas dúvidas sobre o novo produto. Ainda como parte da programação do Simpósio, Hatem utilizou o espaço empresarial da Bayer para apresentar o Fagolac e convidar o público para fazer uma visita virtual ao bezerreiro da Fazenda Santa Luzia, em Passos (MG), onde o produto está sendo avaliado.

O lançamento contou, ainda, com um jantar para cerca de 150 convidados, no qual os pesquisadores Nicolás Ferreira, da Phage Technologies, e Marcio Nunes Correia, da UFPEL, falaram sobre os resultados de pesquisas com o Fagolac.

“A escolha do Simpósio Internacional Leite Integral para o lançamento do Fagolac vem da parceria que temos desde a sua primeira edição. Consideramos que este seja o evento técnico mais importante da pecuária leiteira nacional, e o tema bezerras veio ao encontro dos nossos anseios para a apresentação dessa nova tecnologia que, como o Simpósio, tem como foco o futuro já que a bezerra de hoje é a vaca de amanhã”, explicou Saul Hatem.

Premolac Zn

A Zinpro está trazendo para o Brasil o Premolac Zn, um sucedâneo de colostro que já é utilizado no exterior. Segundo Rogério Isler, gerente de Negócios Ruminantes, o Simpósio foi estrategicamente escolhido para a apresentação do produto. Durante o almoço oferecido pela empresa, foram ministradas as palestras “Nutrição e manejo inicial para alto desempenho de bezerras”, por Jud Heinrichs, e “Quando o colostro materno não é o suficiente”, por Adam Geiger. “O tema do evento deste ano tem tudo a ver com o Premolac Zn. O encontro com produtores e técnicos superou nossas expectativas. As pessoas se mostraram muito interessadas, fizeram várias perguntas aos palestrantes”, contou Isler.

Animado com a repercussão do lançamento, o gerente disse que nos últimos dois meses visitou três fazendas de produtores interessados em investir na criação de bezerras. “Eles apontaram seus problemas e os pontos em que encontram mais dificuldade. Como trabalhamos com a parte de saúde, nosso portfólio oferece produtos para que possam atingir boa produtividade e longevidade dos animais”, compartilhou.

Isler também fez questão de elogiar o Simpósio. “O sucesso da Leite Integral está vinculado ao seu DNA porque a Ana (Menegatti) e a Flávia (Fontes) conhecem o negócio, entendem as necessidades dos produtores e, com isso, conseguem reunir pessoas importantes do setor. Percebo que os produtores precisam e querem melhorar a criação de bezerras e, dessa forma, não poderia ter sido escolhido um tema mais pertinente para o momento do que este”, analisou.

ALMOÇO COM EMBAIXADORES

Além da disseminação de conhecimento, uma das características do Simpósio é promover encontros e reencontros para, assim, fortalecer ainda mais a rede de relacionamentos das pessoas que têm como missão contribuir para o desenvolvimento da pecuária de leite. Considerando este contexto, as sócias Ana Paula Menegatti e Flávia Fontes, juntamente com a coordenadora do projeto Embaixadores Revista Leite Integral, Maria Thereza Rezende, promoveram um almoço com os colaboradores da publicação nas diversas regiões do país. 

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Foto: Embaixadores Revista Leite Integral

“Nunca tínhamos reunido tantos embaixadores para falar do nosso projeto, explicar o motivo que levou à sua criação. Eles não conheciam a história. Como sabíamos que teríamos um grupo grande de representantes no Simpósio, avaliamos que este seria o melhor momento para mostrar nossas propostas e ouvir os seus anseios”, explicou a coordenadora. De acordo com ela, os participantes ficaram extremamente empolgados com o que foi apresentado, e cada um expôs de que forma pode contribuir para trazer mais informações à Revista e às redes sociais. “Foi a primeira vez que eles sentiram a abrangência do projeto e perceberam aonde podemos chegar. Todos os nossos embaixadores são formadores de opinião, pessoas de muita importância para o setor, e a nossa intenção é compartilhar com os leitores um pouquinho do que cada um deles está fazendo, dentro ou fora do Brasil, e mostrar as diferentes realidades de produção. Vem muita coisa boa por aí”, adiantou Maria Thereza.

O embaixador da Revista no Ceará, Jurandy Cavalcanti, elogiou a iniciativa do encontro e a qualidade técnica das palestras. “É muito interessante ver a diversidade de sistemas. A gente tem manejos e instalações que dão certo aqui no Sul, mas não são os mais indicados para o Nordeste e vice-versa. Conhecer a pesquisa internacional é importante para avançarmos e vermos o que se adapta aqui ou não”, comparou.

FELICIDADE RESUME

Missão cumprida. Este é o sentimento das organizadoras do Simpósio Internacional Leite Integral Ana Paula Mengatti e Flávia Fontes. “Fiquei superfeliz com o resultado, tanto de público quanto da qualidade das palestras e da experiência de realidade virtual que a gente conseguiu trazer, transportando as pessoas para uma imersão em três bezerreiros que são referência no Brasil. Já estamos cheias de ideias para 2019”, disse Flávia. “Estiveram conosco as principais empresas do setor, que levaram para o Simpósio lançamentos de produtos, novidades em serviços e atualizações de seus portfólios. Nossos parceiros tiveram a oportunidade de conversar com um público extremamente qualificado, e nós a satisfação de receber técnicos de alta relevância no setor de pecuária de leite e produtores progressistas de todo o Brasil”, acrescentou Ana Paula.

MÔNICA SALOMÃO
Mãe da Letícia. Jornalista e editora-adjunta da Revista Leite Integral