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Manejo, Reprodução

Como aumentar as taxas de concepção na pecuária leiteira somente com dados e informações?

Como aumentar as taxas de concepção na pecuária leiteira somente com dados e informações?

Muitos produtores ainda encaram o Período Voluntário de Espera (PVE) — os primeiros dias após o parto — como uma fase de “silêncio” ou simples recuperação. Mas, para fazendas que buscam alta eficiência reprodutiva, esse período é decisivo. O desempenho não começa na inseminação: ele é construído antes, na forma como a vaca se recupera, retorna à ciclicidade e mostra sinais que muitas vezes passam despercebidos. 

Os números trazem insightsentenda e relação entre ciclicidade e prenhez 

Pesquisas publicadas no Journal of Dairy Science mostram, de forma consistente, que o comportamento da vaca nos primeiros 60 dias pós-parto define o sucesso da primeira inseminação. Vacas que não apresentam nenhum cio durante o PVE têm uma taxa de prenhez de 42,5%. Quando ao menos um cio é identificado, o índice sobe para 50,9%. E, quando a vaca manifesta dois ou mais cios nesse intervalo, a taxa chega a 55,4%. 

Essa dinâmica também se confirma na Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF). Animais que não demonstram atividade antes do protocolo apresentam apenas 38,8% de prenhez, enquanto aqueles que apresentam alta atividade alcançam 61,8%. Ou seja: enxergar a ciclicidade antes de iniciar qualquer estratégia reprodutiva muda completamente o resultado final. 

O que ocorre com a vaca que emprenha tarde? 

Vacas que ciclam cedo - um ou dois cios nos primeiros 60 dias - precisam, em média, de 30 dias a menos para emprenhar. Mas o problema da vaca que demora a emprenhar vai além dos dias em aberto. 

Existe uma "espiral negativa" neste caso: 

  1. A vaca emprenha tarde e prolonga a lactação. 
  2. Ela chega ao período seco com excesso de condição corporal (maior peso). 
  3. Isso gera problemas de saúde no parto seguinte e dificuldades no início da nova lactação. 
  4. Resultado: uma vaca problemática e menos rentável no próximo ciclo.

Como transformar o período de espera na fase de preparação ativa? 

As causas para uma vaca não ciclar são variadas: balanço energético negativo, deficiência mineral, metrite, mastite ou estresse térmico. 

Por isso, a Nedap, empresa de tecnologia voltada à pecuária leiteira e gestão da fazenda, propõe uma mudança de mentalidade: aderir à chamada Active Preparation (Preparação Ativa). 

Por meio do monitoramento 24/7 com a tecnologia de colares Nedap SmartTag, o pecuarista consegue identificar precocemente quais vacas não estão ciclando. Isso permite que o produtor e o veterinário atuem na causa raiz, seja nutrição ou saúde, descoberta durante o período de espera graças aos insights fornecidos pelos colares, garantindo que a vaca esteja saudável e cíclica quando a janela de inseminação abrir. 

Decisões tomadas por informações estratégicas trazem mais retorno financeiro (ROI) 

Ter esses dados na palma da mão permite estratégias mais lucrativas: 

  • Uso inteligente de sêmen sexado: direcionamento do investimento do sêmen sexado (mais caro) apenas para as vacas com alto potencial genético e que já mostraram múltiplos cios, pois a chance de sucesso é maior. 

  • Impacto no bolso: ao considerar um custo médio de R$39,00 por dia em aberto, por exemplo, mostra que reduzir apenas 5 dias na média do rebanho gera uma economia massiva. Em um rebanho de 500 vacas, isso representa cerca de R$97.500,00 de lucro direto. 

Deixando a tecnologia trabalhar 

A tecnologia de monitoramento dos colares Nedap SmartTag entrega esses insights de fertilidade automaticamente, sem exigir tempo extra ou observação excessiva da equipe da fazenda. A solução detecta a força e a frequência dos cios, mostrando todas as informações pelo aplicativo NedapNow, que pode ser acessado do computador da fazenda, de celulares ou tablets. 

O programa de gestão filtra os animais problemáticos, mostra os dados de saúde com indicadores de 0 a 10, monitora 24/7 ruminação, alimentação, localização e estresse térmico de cada vaca e do rebanho todo, permitindo ao produtor tomar decisões assertivas, baseadas em dados. 

A tecnologia Nedap está disponível ao produtor brasileiro por meio dos parceiros Alta Genetics, GEA, GENEX, BouMatic e Lely. 

Quer saber mais? Confira: https://nedap-livestockmanagement.com/pt/   

Siga nas redes sociais: @nedap_brasil 


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