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Manejo, Sanidade

Estratégias para se adotar no período pré-parto

Quais estratégias adotadas no período pré-parto são fundamentais para promover a saúde, o equilíbrio metabólico e o máximo desempenho produtivo no momento mais desafiador da vida do animal?

Estratégias para se adotar no período pré-parto

O período pré-parto das vacas leiteiras representa uma das fases mais críticas da produção, demandando atenção redobrada para assegurar um início de lactação bem-sucedido. Durante as últimas três semanas de gestação, o organismo da vaca passa por transformações metabólicas e fisiológicas significativas para atender às exigências do parto iminente e da futura lactação. Um manejo adequado nesta fase não só preserva a saúde do animal e da bezerra, como também estabelece as bases para uma produção leiteira eficiente e economicamente sustentável.

Desafios e soluções no período pré-parto

Estudos indicam que entre 70% e 75% das doenças que acometem vacas leiteiras têm origem ou se manifestam no período pré e pós-parto imediato. Dentre as principais condições destacam-se a hipocalcemia e a cetose, que frequentemente resultam em complicações secundárias, como retenção de placenta e deslocamento de abomaso. No Brasil, mesmo com avanços no manejo e na adoção de tecnologias, as taxas de incidência dessas enfermidades ainda são elevadas. Pesquisas apontam incidência de cetose subclínica de até 21% e hipocalcemia clínica em torno de 7%.

Os impactos financeiros dessas doenças são expressivos e merecem atenção. No caso da hipocalcemia, o custo médio por ocorrência clínica é de aproximadamente US$ 300,00, enquanto a forma subclínica gera um custo estimado de US$ 150,00. Já a cetose apresenta custos que podem variar de US$ 20,90 a US$ 893,20 por vaca afetada. Esses prejuízos estão diretamente relacionados à queda na produção de leite, ao aumento da taxa de descarte de animais, ao desempenho reprodutivo reduzido e aos custos com tratamentos veterinários. Grande parte dessas enfermidades decorre de falhas no manejo geral, especialmente no aspecto nutricional.

Entretanto, os cuidados com as vacas no pré-parto vão além da alimentação. O conforto e o bem-estar dos animais são fundamentais para o sucesso dessa fase. Vacas próximas ao parto devem ser mantidas em ambientes tranquilos, limpos, bem ventilados e com acesso irrestrito a água fresca. É essencial oferecer espaço adequado para que possam se deitar e levantar com facilidade, reduzindo o estresse físico e psicológico. Além disso, a separação em lotes específicos e o monitoramento constante auxiliam na identificação de sinais de proximidade do parto, como inquietação, aumento da vulva e secreções mucosas.

Outro ponto crucial é o monitoramento preventivo da saúde. Avaliar o escore de condição corporal e identificar precocemente possíveis problemas metabólicos ou infecciosos são práticas indispensáveis. Vacas com escore corporal inadequado — tanto abaixo quanto acima do ideal — estão mais propensas a complicações como partos difíceis, retenção de placenta e redução na produção de leite.

Quando bem conduzido, o período pré-parto contribui para prevenir doenças comuns no período de transição, como cetose, hipocalcemia e deslocamento de abomaso. Esse cuidado assegura a saúde da vaca e da bezerra e favorece uma lactação mais produtiva e eficiente. Por outro lado, falhas nessa fase podem gerar prejuízos significativos, como queda na produtividade e aumento dos custos com tratamentos veterinários e perdas de animais.



QUANDO BEM CONDUZIDO, O PERÍODO PRÉ-PARTO CONTRIBUI PARA PREVENIR DOENÇAS COMUNS NO PERÍODO DE TRANSIÇÃO, COMO CETOSE, HIPOCALCEMIA E DESLOCAMENTO DE ABOMASO

Doenças metabólicas e escore corporal: desafios e soluções no período pré-parto

No período pré-parto, os distúrbios metabólicos e os problemas relacionados ao escore corporal representam desafios críticos que podem comprometer significativamente a produtividade e a saúde reprodutiva da vaca leiteira. Esses fatores não apenas afetam a lactação subsequente, mas também reduzem a viabilidade gestacional futura e impactam negativamente a fertilidade. A seguir, discutiremos dois dos principais desafios desse período.

1. Hipocalcemia puerperal

A hipocalcemia puerperal, conhecida popularmente como febre do leite, é um transtorno metabólico decorrente do esgotamento agudo do cálcio sérico ionizado. Essa condição afeta, principalmente, vacas leiteiras de alta produtividade dentro das primeiras 48 horas pós-parto, embora possa surgir antes ou até 72 horas após o parto.

A doença resulta de uma mudança abrupta na demanda de cálcio (Ca) pelo organismo da vaca. Durante a gestação, a necessidade de Ca é relativamente baixa; contudo, no momento do parto e logo após, a demanda aumenta drasticamente devido às necessidades musculares para contração uterina e a expulsão do feto, bem como para a produção de leite e de colostro.

Essa enfermidade pode se apresentar de forma clínica, com sintomatologia clara e facilmente identificável, ou subclínica, sem apresentar sinais clínicos aparentes, detectada apenas por exames clínicos. Essa segunda forma é a que traz mais prejuízos à produtividade animal, uma vez que causa queda na ingestão de matéria seca (MS) no início da lactação, aumentando as chances do animal apresentar outras doenças de caráter metabólico. Os sinais clínicos são divididos em três estágios progressivos:


  1. Primeiro estágio: o animal se encontra em estação, apresenta excitação, tremores musculares, incoordenação motora (ataxia), inquietação e dispneia. Além disso, podem ser observadas retrações de cabeça, mugidos frequentes e sudorese excessiva. A concentração de cálcio no sangue situa-se entre 5,5 e 7,5 mg/dl;
  2. Segundo estágio: a vaca não consegue mais permanecer em estação, entrando em decúbito esternal. Há uma queda significativa na temperatura corporal, situando-se entre 36°C e 38°C. Outros sinais incluem taquicardia, fraqueza muscular acentuada, apatia, sonolência e uma redução na motilidade ruminal, o que pode levar à distensão abdominal. O nível de cálcio no sangue varia de 3,5 a 6,5 mg/dl;
  3. Terceiro estágio: o animal apresenta paralisia total, incapacidade de permanecer em decúbito esternal, flacidez muscular extrema e timpanismo grave. A temperatura corporal cai ainda mais, podendo resultar em hipotermia severa. A vaca exibe bradicardia com pulso quase imperceptível, podendo evoluir para coma e morte em poucas horas se não for tratada rapidamente. Níveis de cálcio menores que 2 mg/dl são observados nesse estágio.

O tratamento imediato e adequado permite recuperação rápida, geralmente dentro de 2 horas após a administração de cálcio intravenoso. No entanto, algumas vacas podem apresentar recaídas em 24 a 48 horas, sendo essencial o monitoramento contínuo e a adoção de estratégias preventivas. A prevenção eficaz envolve a adoção de dietas aniônicas no terço final da gestação, iniciadas pelo menos 10 dias antes do parto. Essas dietas induzem uma leve acidose metabólica, aumentando a sensibilidade do organismo ao hormônio paratireóideo (PTH), que estimula a reabsorção óssea e a absorção intestinal de cálcio, além de reduzir sua excreção renal. Um balanceamento adequado de minerais como magnésio e fósforo também é crucial para otimizar a resposta fisiológica e prevenir a hipocalcemia.

2. Cetose metabólica 

A cetose metabólica, também chamada de acetonemia, é um dos distúrbios metabólicos mais comuns em vacas leiteiras, associada ao balanço energético negativo (BEN) e à deficiência de carboidratos, típicos do período de transição. Durante a prenhez, o crescimento fetal e as mudanças metabólicas aumentam as demandas energéticas do organismo, levando à mobilização de reservas de gordura corporal para suprir essa necessidade. 

Esse período de mobilização intensa de gordura corporal, particularmente em vacas de alta produtividade, coincide com o BEN, quando a ingestão de matéria seca ainda não é sufi ciente para atender às demandas energéticas. O fígado metaboliza os ácidos graxos liberados, mas sua capacidade é limitada, levando ao acúmulo de triglicerídeos e à formação de corpos cetônicos, que podem ser tóxicos e desencadear a cetose. 

Após a conversão dos ácidos graxos, os triglicerídeos necessitam de carreadores para serem removidos do fígado e utilizados pelo organismo. Quando esses carreadores se tornam limitados, os triglicerídeos permanecem no fígado, contribuindo para a esteatose hepática e agravando a cetose.


A cetose pode ser classificada em:

  • Clínica: caracterizada por odor de acetona na respiração, urina e leite, redução do apetite, fezes secas e ruminação irregular. Além disso, podem ser observadas perda de peso acentuada, diminuição da produção de leite e comportamento apático. O quadro clínico pode levar a complicações secundárias, como deslocamento de abomaso, metrite e mastite, devido à imunossupressão associada ao estado metabólico debilitado. Estudos indicam que vacas com cetose clínica têm um risco 8 a 10 vezes maior de desenvolver deslocamento de abomaso, devido à diminuição do trânsito ruminal e ao acúmulo de gases no rúmen, o que compromete a digestão e o bem-estar animal;
  • Subclínica: não apresenta sinais clínicos evidentes, dificultando o diagnóstico, mas levando às mesmas consequências produtivas e metabólicas.


Vacas com escore corporal acima de 3,5 apresentam maiores chances de desenvolver fígado gorduroso e cetose, devido à maior mobilização de gordura. Por outro lado, vacas com escore inferior a 2 podem não possuir reservas energéticas adequadas para manter suas funções fisiológicas e produtivas durante o período de transição.  O escore corporal ideal ao final da gestação deve estar entre 2,5 e 3 na escala de 1 a 5.

A prevenção eficaz da cetose envolve manejo nutricional adequado, diagnóstico precoce e ações corretivas na dieta com acompanhamento veterinário, garantindo que o rebanho receba suporte energético adequado para uma lactação saudável e produtiva.

Prevenção e controle de doenças infecciosas no pré-parto

O período que antecede o parto de uma vaca é marcado por diversos desafios fisiológicos, metabólicos e, principalmente, imunológicos. Durante essa fase, o animal enfrenta mudanças significativas no funcionamento do seu organismo para suprir as demandas gestacionais, o que pode favorecer o desenvolvimento de doenças infecciosas.

No período pré-parto, as vacas passam por um processo de imunossupressão natural, principalmente devido às alterações hormonais. O aumento nos níveis de cortisol, associado ao estresse do pré-parto, podem suprimir o sistema imunológico. Além disso, a redistribuição dos recursos metabólicos para a formação do feto induz um quadro de estresse metabólico, aumentando a demanda nutricional e comprometendo a resposta imune. Esses fatores tornam as vacas mais suscetíveis a infecções, agravando os desafios imunológicos. 

Entre as doenças infecciosas mais comuns nesse período, destaca-se a mastite, causada principalmente por patógenos ambientais que provocam inflamação da glândula mamária. A mastite é frequentemente observada em vacas que já estão em lactação, mas animais na fase de pré-parto também são suscetíveis à infecção.

 O AUMENTO NOS NÍVEIS DE CORTISOL, ASSOCIADO AO ESTRESSE DO PRÉPARTO, PODEM SUPRIMIR O SISTEMA IMUNOLÓGICO. ALÉM DISSO, A REDISTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS METABÓLICOS PARA A FORMAÇÃO DO FETO INDUZ UM QUADRO DE ESTRESSE METABÓLICO, AUMENTANDO A DEMANDA NUTRICIONAL E COMPROMETENDO A RESPOSTA IMUNE

Durante essa fase, os principais agentes causadores são Estafilococos não-aureus (ENA), como Staphylococcus chromogenes, S. haemolyticus e S. equorum, que atingem seu pico de prevalência no pré-parto, além de coliformes, como Escherichia coli e Klebsiella spp.. Esses microrganismos oportunistas se aproveitam de condições precárias de higiene da fazenda e da resposta imune reduzida das vacas para colonizar o canal do teto e iniciar o processo inflamatório. 

A mastite compromete a saúde do rebanho leiteiro ao reduzir a quantidade e a qualidade do leite, elevando a contagem de células somáticas (CCS) do tanque, aumentando os custos de produção e prejudicando o bem-estar dos animais.

Momentos antes do parto, é comum a abertura parcial do canal cervical, permitindo a entrada de bactérias e patógenos infecciosos, favorecendo inflamações na parede uterina e levando a quadros de metrite. Além disso, durante essa fase, microrganismos oportunistas que já habitam o corpo do animal, como Escherichia coli e Trueperella pyogenes, podem se tornar patogênicos devido à imunossupressão, resultando em infecções como doença respiratória bovina, problemas de casco e infecções do trato urinário.

A reta final da gestação é um momento crítico para o potencial produtivo da vaca, pois influencia tanto a saúde da bezerra que está para nascer quanto a saúde da vaca, impactando diretamente sua produtividade. A ocorrência de enfermidades durante esse período pode comprometer a quantidade e qualidade do leite, tornando essencial uma atenção especial à fase de transição. Medidas como reforço da higiene, principalmente nos piquetes maternidade, suplementação nutricional adequada, monitoramento do escore corporal e avaliações clínicas regulares são fundamentais para a identificação precoce de doenças. A observação de sinais clínicos como febre, letargia e alterações no apetite pode auxiliar no diagnóstico precoce e na intervenção eficaz, garantindo a saúde e o desempenho produtivo das vacas no pós-parto.


Um manejo adequado no período pré-parto, incluindo nutrição balanceada, conforto e monitoramento contínuo, é essencial para o nascimento de bezerras saudáveis, garantindo um bom início de vida e contribuindo para a produtividade futura do rebanho

Nutrição estratégica no período de transição

O período de transição, que abrange o final do período seco e o início da lactação, é uma fase crítica na vida produtiva das vacas leiteiras. Durante essa etapa, os animais estão mais suscetíveis a complicações como hipocalcemia (febre do leite) e retenção de placenta, devido às intensas mudanças fisiológicas associadas ao parto e à lactogênese. 

Diante do impacto significativo que o período de transição exerce sobre a produtividade e a saúde das vacas, a nutrição pré-parto desempenha papel fundamental na preparação para os desafios metabólicos e fisiológicos subsequentes.

Duas estratégias nutricionais podem ser adotadas para minimizar a incidência de hipocalcemia: a dieta deficiente em cálcio e a dieta aniônica. 

Na dieta deficiente em cálcio, a ingestão controlada do mineral induz uma resposta inibitória do organismo, estimulando a secreção do hormônio paratireoideo (PTH), responsável por regular a homeostase do cálcio. O PTH atua promovendo a reabsorção óssea por meio da ativação dos osteoclastos, além de aumentar a absorção intestinal de cálcio, que é potencializada pela síntese da vitamina D. Assim, no pós-parto, quando a demanda por cálcio aumenta drasticamente, a vaca estará metabolicamente preparada para absorver o cálcio da dieta e mobilizar reservas ósseas de forma eficiente. Para otimizar essa abordagem, aditivos como a zeólita podem ser incluídos na dieta para restringir temporariamente a absorção de cálcio, promovendo uma adaptação fisiológica mais eficaz.

A dieta aniônica, por sua vez, é amplamente utilizada na prevenção de casos de febre do leite em vacas lactantes no período de transição.  A dieta aniônica causa leve acidose metabólica na vaca, o que aumenta a capacidade dos tecidos em absorver o hormônio PTH, responsável por manter os níveis de cálcio normais durante o parto, para que as contrações musculares sejam efetivas na expulsão da bezerra e, até mesmo, após o parto, melhorando o sistema imunológico o que auxilia na eliminação da placenta. 

A utilização de dietas aniônicas tem influência primária nos casos de hipocalcemia, pois altos níveis de cátions induzem quadros hipocalcêmicos, enquanto altos níveis de ânions previnem essa condição.

No entanto, é fundamental um manejo cuidadoso da dieta aniônica, pois seu uso inadequado pode reduzir a absorção ativa de cálcio no intestino, exigindo maior concentração do mineral na dieta pré-parto para compensar esse efeito. A adoção de um balanço cátio-aniônico negativo adequado é essencial para evitar complicações metabólicas. Entre os benefícios adicionais da dieta aniônica, destacam-se o aumento da produção de leite e a melhoria no desempenho geral do animal, resultando em um rebanho mais saudável e produtivo.


Ajustes nutricionais no período pré-parto são essenciais para garantir um balanço adequado de minerais e energia, prevenindo distúrbios metabólicos como hipocalcemia e cetose

Importância do manejo de piquete no período pós-parto 

O manejo adequado do piquete no pré-parto é uma prática essencial que impacta diretamente o bem-estar das vacas, o sucesso do parto e a saúde da bezerra. A preparação desse ambiente deve começar com a separação das vacas próximas ao parto do restante do rebanho, evitando o estresse causado pela competição por alimento e por espaço, além de minimizar comportamentos agressivos que podem ocorrer em lotes mais densos. Esse isolamento permite um manejo mais eficiente e um monitoramento individualizado, garantindo intervenções rápidas quando necessário.

O acompanhamento diário desses animais possibilita a identificação precoce de sinais que indicam a proximidade do parto, como mudanças no comportamento, inchaço da vulva ou secreções vaginais. Essa vigilância contínua é crucial para a adoção de medidas preventivas e corretivas que minimizem riscos tanto para a vaca quanto para a bezerra.

A infraestrutura do piquete deve ser adequada para oferecer conforto e segurança às vacas. A superlotação deve ser evitada, garantindo um espaço mínimo de 20 a 30 metros quadrados por vaca, permitindo que todas tenham acesso irrestrito ao cocho, área de pastejo e sombra. O solo do piquete deve estar em boas condições, evitando acúmulo de água ou lama, que podem causar desconforto e predispor as vacas a infecções como problemas de casco e mastite ambiental. A presença de solo macio, preferencialmente coberto por vegetação, ajuda a reduzir o risco de lesões e problemas articulares.

A proteção contra condições climáticas adversas é outro fator importante. O piquete deve oferecer abrigo contra chuvas intensas e exposição solar excessiva, o que pode ser garantido com a presença de árvores ou estruturas simples, como coberturas e sombrites. Uma ventilação adequada também é necessária para evitar estresse térmico e reduzir a incidência de doenças respiratórias.

A disponibilidade de água limpa e em quantidade suficiente é fundamental para garantir a hidratação adequada das vacas, que apresentam aumento na ingestão hídrica devido às demandas metabólicas intensas dessa fase. A regulação térmica do organismo e a saúde geral do animal dependem diretamente da oferta adequada de água. Além disso, o espaço do cocho deve ser dimensionado para evitar competição, recomendando-se um espaçamento de 60 a 80 centímetros por animal, assegurando que todas as vacas tenham acesso à nutrição necessária.

Esses cuidados simples no manejo do piquete contribuem significativamente para o bem-estar das vacas, o sucesso do parto e a saúde da bezerra, impactando positivamente o desempenho produtivo e reprodutivo do rebanho como um todo.


Em resumo

O período pré-parto das vacas leiteiras é uma fase crítica que exige atenção especial para garantir o bem-estar dos animais, o sucesso do parto e a saúde da bezerra. O manejo adequado do piquete no pré-parto é essencial para minimizar o estresse, evitar competições por alimento e espaço, e permitir um monitoramento eficiente das vacas, garantindo intervenções rápidas quando necessário. Além disso, a infraestrutura do ambiente deve ser cuidadosamente planejada, oferecendo espaço adequado, solo em boas condições, proteção contra condições climáticas adversas e acesso irrestrito à água e à nutrição. Paralelamente, o período pré-parto é caracterizado por desafios imunológicos significativos devido à imunossupressão natural e ao aumento da demanda metabólica, tornando as vacas mais suscetíveis a infecções, como a mastite. Essa enfermidade, causada por microrganismos oportunistas, compromete a produção e a qualidade do leite, resultando em perdas econômicas para os produtores. Portanto, a adoção de boas práticas de manejo, higiene rigorosa e monitoramento contínuo são estratégias fundamentais para mitigar esses riscos e assegurar um desempenho produtivo e reprodutivo eficiente no rebanho.


Autores

BEATRIZ BARBOSA CORDEIRO CAMPOS - Graduanda em Medicina Veterinária, UFMG 

ISABELLA MARIA PINTO CLAUDIANO - Graduanda em Medicina Veterinária, UFMG 

JOÃO LUÍS BATISTA DE JESUS - Graduanda em Medicina Veterinária, UFMG 

LORENA GONTIJO ELIAS - Graduanda em Medicina Veterinária, UFMG 

STELLA ASSUNÇÃO DE ALMEIDA COSTA - Graduanda em Medicina Veterinária, UFMG 

THALLYSON THALLES TEODORO DE OLIVEIRA - Mestrando em Ciência Animal, Clínica de ruminantes, UFMG 

TIAGO FACURY MOREIRA - Professor da Escola de Veterinária, UFMG

 


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