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Saiba tudo sobre o encontro técnico GERAR Leite 2024

Com a perda gestacional como tema dos debates, a décima primeira edição do GERAR Leite entregou mais um ciclo de dados analisados, informações discutidas, recomendações aplicadas e pecuária leiteira transformada

Saiba tudo sobre o encontro técnico GERAR Leite 2024

Quando especialistas em reprodução prontos para GERAR dados se unem a acadêmicos prontos para GERAR informações, quem sai ganhando é a pecuária leiteira. Pela décima primeira vez, a Zoetis, empresa global movida pela inovação, promoveu o encontro do Grupo Especializado em Reprodução Aplicada ao Rebanho, o GERAR Leite. “Analisar dados é fundamental para aprimorar as técnicas de reprodução e elevar a rentabilidade das fazendas, o que gera reflexos positivos para todo o setor”, assegurou Rafael Moreira, Médico Veterinário e Gerente de Produto da Zoetis.

As reuniões dinâmicas com técnicos, pesquisadores, especialistas e produtores de leite — primeiro em Chapecó/SC, depois em Uberlândia/MG —, foram lideradas pelo professor da UNESP-Botucatu/SP e idealizador do Grupo, José Luiz Moraes Vasconcelos, o Zequinha: “O ponto-chave para o fortalecimento do nosso Grupo, ano a ano, é o compromisso com a análise de dados, o conhecimento técnico-científico e a experiência prática”, constatou o Médico Veterinário pioneiro no desenvolvimento de protocolos reprodutivos no Brasil.
Encontro do GERAR Leite – Chapecó/SC

Para ampliar e qualificar a análise dos 325.800 dados coletados por 160 técnicos das principais bacias leiteiras do Brasil, o GERAR Leite de 2024 convidou o Dr. Ronaldo Cerri, especialista em reprodução bovina e professor na University of British Columbia/Canadá: “Apesar de ter herdabilidade baixa, a eficiência reprodutiva dos rebanhos brasileiros tem evoluído constantemente, em função de ferramentas que impactam a concepção e a manutenção da gestação e, é claro, devido a profissionais dispostos a usar a tecnologia e as informações para gerar oportunidades para o produtor de leite”.

Análises e resultados

Nos últimos sete anos, a taxa de prenhez foi elevada em cerca de 10%, ou seja, aproximadamente 1,5% ao ano. “Atingimos um bom resultado?”, provocou Zequinha, defendendo que o questionamento e a posse de informações devem ser propulsores das mudanças individuais e coletivas. Após debate, o Grupo concluiu que embora a percepção do resultado dependa do grupo controle, o avanço demonstra que as ferramentas certas foram escolhidas e, o mais importante, que a escalada mais acelerada da eficiência reprodutiva pode ser alicerçada pelo aumento da oferta de conforto aos animais.

A análise que revelou a técnica responsável pelas maiores taxas de prenhez destacou-se entre as discussões do Grupo: em primíparas (Gráfico 2) e multíparas (Gráfico 3) a IATF resultou em maiores valores do principal indicador reprodutivo. Os especialistas reconheceram a excelente notícia, já que, além de aumentar a eficiência reprodutiva do rebanho, a IATF contribui para organizar as operações nas propriedades.


Em contrapartida, a taxa de prenhez das novilhas não evoluiu nos últimos anos. “Reprodução é o termômetro da fazenda. Se está faltando concepção, o que há de errado no sistema?”, Zequinha indagou, com o objetivo de convidar os presentes ao exame de contexto e realidade dos sistemas brasileiros de produção de leite.

Quando a análise da eficiência reprodutiva das novilhas foi segmentada entre raças, as Girolando apresentaram queda mais acentuada na técnica de IATF, comparada à IA, corroborando a conclusão de que o problema das novilhas não é reprodutivo. “Se até novilha Nelore é afetada por estresse térmico, imagine a novilha leiteira.” — defendeu Zequinha, e completou: “Falar que Girolando é rústico e não oferecer conforto para a categoria das novilhas significa se esconder atrás da raça e não olhar para o sistema”, concluiu, transmitindo aos consultores a necessidade do olhar que busca a compreensão integrada do fenômeno ou problema.

Em mais um levantamento realizado a partir de dados robustos e confiáveis, o Grupo identificou que, independentemente da técnica, a taxa de prenhez é reduzida à medida que a CCS aumenta (Gráfico 4). Esse resultado indicou o efeito interativo entre reprodução e qualidade do leite e, novamente, apontou para a demanda da visão holística entre os setores do sistema produtivo.




Com a perda gestacional como foco dos eventos, o Dr. Ronaldo Cerri advertiu que quanto mais avançada a gestação e quanto mais produtiva a vaca, maior o impacto econômico da perda. Sobre o tema, Zequinha pautou os fatores que interferem na concepção e manutenção da gestação: qualidade do parto; escore de condição corporal (ECC) adequado; momento da ciclagem; ausência de infecções e inflamações; ausência de estresse; concentrações hormonais adequadas; idade do folículo e genética para fertilidade.

Para demonstrar que os problemas associados às perdas gestacionais são velhos conhecidos, Zequinha apresentou trabalhos clássicos e suas consagradas conclusões:

  • Vaca que perde mais ECC tem menos chance de concepção;
  • A utilização de vacinas que combatem doenças reprodutivas aumenta o desempenho da vaca que recebeu IA;
  • A ocorrência de mastite dobra a chance da vaca ter perda gestacional;
  • Temperaturas superiores a 39 °C aumentam o risco de perda gestacional;
  • A lotação foi o fator que mais interferiu na perda gestacional.
  • Para cada doença manifestada nos 60 dias pós-parto, são associados 10 pontos percentuais à perda gestacional.

A exploração da literatura científica também guiou a discussão sobre as concentrações hormonais que favorecem a concepção. “Para ter sucesso no resultado, deve haver alta concentração de progesterona durante o protocolo e baixa concentração de progesterona no momento da IA.”, taxou Zequinha, completando: “Antecipar a administração de prostaglandina induz a redução da concentração de progesterona no momento da IA, o que gera o aumento de 10 a 15 pontos percentuais em fertilidade”.

PARA TER SUCESSO NO RESULTADO, DEVE HAVER ALTA CONCENTRAÇÃO DE PROGESTERONA DURANTE O PROTOCOLO E BAIXA CONCENTRAÇÃO DE PROGESTERONA NO MOMENTO DA IA.


Francisco Lopes (Gerente Técnico Zoetis), Ronaldo Cerri (Professor University of British Columbia), José Luiz Moraes Vasconcelos (Professor UNESP-Botucatu/SP) e Rafael Moreira (Gerente de Produto Zoetis)

A relação entre produtividade e desempenho reprodutivo é, de fato, complexa. O Dr. Ronaldo Cerri apresentou as publicações científicas nas quais a Taxa de Prenhez das Filhas Avaliada Genomicamente (Genomic Daughter Pregnancy Rate; GDPR) foi positivamente associada à concepção à primeira IA e a outros parâmetros reprodutivos relevantes. Após debate que envolveu representantes de Centrais de Coleta de Sêmen presentes nos eventos, o Grupo considerou que o índice GDPR pode ser usado como característica de seleção para aumentar a fertilidade nos rebanhos leiteiros.

Reconhecimentos e mensagens finais

Prêmios reservados àqueles que contribuíram de forma ainda mais relevante para o processamento dos dados e a geração de informações

Os encerramentos dos encontros foram coroados com momentos de reconhecimento dos integrantes do Grupo que não pouparam esforços para fazer a diferença na qualidade dos dados submetidos à análise e geração de informação.


Reconhecimento aos consultores do Triângulo Mineiro que se destacaram pela consistência no envio dos dados nos últimos ciclos de trabalho


Reconhecimento aos consultores da Região Sul que se destacaram pela consistência no envio dos dados nos últimos ciclos de trabalho

Francisco Lopes, Gerente técnico Zoetis e responsável pelo processamento dos dados enviados pelos técnicos que atuam no campo, transmitiu orgulho e satisfação pelo sucesso em mais um ano do evento: “No segmento da reprodução de bovinos de leite, o GERAR Leite se tornou especialista em gerenciar grande volume de dados. Como fomentadora do desenvolvimento de protocolos reprodutivos mais efetivos e tecnicamente comprovados, está a Zoetis, que trabalha para manter o Grupo coeso e com foco no que realmente importa para a pecuária leiteira nacional”.

Por fim, o mentor do grupo alertou que tão importante como manter a consistência no manejo, é saber fazer a gestão da atividade: “O bom gestor é aquele que explica as atitudes para dar sentido às propostas” e completa “E se só aprende quem erra, nosso trabalho aqui é errar cada vez menos”.

Com todo esse trabalho integrado, dedicado e persistente, a eficiência reprodutiva dos rebanhos avança, a rentabilidade dos produtores se expande e a cadeia de produção de leite se fortalece. Avante, GERAR Leite!

NO SEGMENTO DA REPRODUÇÃO DE BOVINOS DE LEITE, O GERAR LEITE SE TORNOU ESPECIALISTA EM GERENCIAR GRANDE VOLUME DE DADOS

Se liga!

Os dados e indicadores reprodutivos produzidos pelo GERAR Leite podem ser acessados via QR Code


ALOMA EITERER LEÃO - Equipe Integral Conteúdo


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