Inteligência e sensibilidade marcam a liderança de Maurício Coelho na Fazenda Santa Luzia (Passos/MG)
Na Fazenda Santa Luzia, Maurício Coelho lidera com inteligência, sensibilidade e visão de longo prazo, transformando genética, produtividade e gente
É inevitável que a Revista Leite Integral se sinta em casa ao visitar a Fazenda Santa Luzia, em Passos/MG, um dos empreendimentos do Grupo Cabo Verde, liderado por Maurício Coelho.
Ao longo dos anos, tivemos o privilégio de acompanhar de perto a trajetória dos negócios conduzidos por ele – uma das mentes mais brilhantes do agronegócio nacional, marcada por uma generosidade que se revela no olhar.
Esse talvez seja o maior diferencial de sua gestão: o olhar sensível, atento às pessoas e aos animais. Um jeito de conduzir a fazenda que combina inteligência e estratégia com respeito profundo pela vida. Por isso, e por tantos outros motivos, é impossível não admirar o que pensa e o que faz Maurício Coelho.
Tradição que atravessa gerações
De longe, a casa amarela, ornada com janelas azuis, sede da Fazenda Santa Luzia, anuncia que ali há história. Presente na logomarca da fazenda, a casa foi palco de conversas entre gerações e representa a essência da gestão familiar: valores profundos e abertura constante ao novo. O fato de a casa-sede estar em reforma atualmente é a metáfora perfeita para o momento em que vive a propriedade – preservando sua estrutura original, mas se adaptando para acolher o futuro.
Foi nesse cenário que a família Coelho construiu uma das histórias mais inspiradoras da pecuária leiteira brasileira. Fundada em 1943 pelo Sr. João Coelho Paim, avô de Maurício Coelho, a Fazenda Santa Luzia completa 82 anos de operação contínua, tendo o leite sempre como principal atividade – ainda que, por muitos anos, em dobradinha com o café. “Essa combinação ‘café com leite’, muito tradicional nas fazendas do sul de Minas, foi fundamental para o crescimento da Santa Luzia”, conta Maurício. “O leite era a renda mensal; e o café, a reserva de patrimônio.”

Não à toa, Maurício dedicou vários anos ao cultivo do café – cultura pela qual nutre profundo respeito e admiração. “Na transição do meu avô para o meu pai, o café foi o grande responsável pelo soerguimento dos negócios da família”, relembra.
A sucessão entre gerações sempre foi marcada por confiança e diálogo. “Papai sempre me deu abertura para propor novas ideias e iniciativas, sem nunca distanciar o olhar atento e de apoio, imprescindível para me formar como profissional”, ressalta Maurício. “Eu soube aproveitar muito do que papai tinha para me ensinar como profissional e como ser humano: no trato com as pessoas, na lida diária da fazenda e no relacionamento com o mercado. Foi uma passagem de bastão muito natural.”
Para Maurício, a história da fazenda começa, de fato, em 1962, quando seu pai assume a gestão da Santa Luzia depois de passar por severa crise financeira: “Do meu avô, restam mais memórias do que registros, mas depois que meu pai assumiu até os dias de hoje, há uma linha clara de continuidade. E acho que isso foi uma das nossas grandes fortalezas”.
“Tive a oportunidade de trabalhar com meu pai por 8 anos, até 1990, quando ele saiu da gestão da Santa Luzia para ser presidente da nossa Cooperativa de Leite”, continua Maurício. “Foi o período de maior aprendizado da minha vida. Viajávamos muito comprando e vendendo animais, construindo relacionamentos, solidificando princípios e valores que me moldaram. Depois de 1990, assumi a gestão da Santa Luzia, tendo o papai como conselheiro.”
Em 2014, foi tomada a decisão de ampliar alguns negócios da família e especializar cada fazenda de acordo com a maior aptidão. A Santa Luzia foi direcionada exclusivamente à produção de leite, o que exigiu a erradicação dos 120 hectares de café então existentes.
Esse movimento marcou um dos momentos mais importantes da trajetória da fazenda. “Foi uma decisão difícil para mim, porque eu tinha um sentimento muito forte pelo café, por tudo o que ele representou na sobrevivência da nossa família. Mas entendemos que era hora de expandir os negócios e aproveitar a vocação de cada fazenda – e a vocação da Santa Luzia sempre foi o leite”, recorda Maurício.
A mudança foi estratégica. Com o redirecionamento, a fazenda saltou de 400 para 2 mil vacas em lactação, implantou sistemas modernos de ordenha – incluindo a primeira rotatória para vacas Girolando no Brasil – e passou por ampla reestruturação. Foram construídos dois galpões de Compost Barn, as pastagens passaram a ser irrigadas por pivô e por aspersão em malha, foram feitos investimentos em biodigestores e sistemas eficientes de distribuição de dejetos, entre outras melhorias. A produção ultrapassou os 45 mil litros de leite por dia. “Esse passo nos abriu um novo horizonte e novas perspectivas”, resume Maurício.

Mais genética, mais estratégia
Mesmo com um sistema produtivo consolidado, a Fazenda Santa Luzia passou os últimos três anos sem ampliar a produção de leite, mantendo o número de vacas estabilizado. Para crescer, seria necessário investir em maior capacidade de alojamento e elevar a média de produção por animal, mas a opção foi priorizar outras estratégias. “Focamos em outra frente: o aprimoramento genético do rebanho e sua expansão”, explica Maurício.
A Santa Luzia passou a utilizar exclusivamente a reprodução por fertilização in vitro (FIV) com sêmen sexado, resultando em uma taxa de nascimento de fêmeas superior a 90%. “Com a base genética forte do Gir Leiteiro da Fazenda São José do Can Can, passamos a produzir animais Girolando altamente qualificados e especializados. Isso transformou a comercialização de animais em um negócio estratégico, importante e rentável para a Santa Luzia”, destaca Maurício.
Em 2024, a fazenda comercializou mais de 1.500 fêmeas para produção, entre novilhas e vacas em lactação, reforçando sua posição como referência no mercado nacional e internacional.
“Não aumentamos o volume de leite, mas agregamos valor ao nosso negócio ao consolidar uma marca de respeito no mercado de genética animal”, diz Maurício. “A comercialização de animais passou a representar um acréscimo expressivo no valor recebido por litro de leite, impactando diretamente os resultados da fazenda.”
Esse modelo tem dado maior flexibilidade e posicionamento estratégico à Santa Luzia, que hoje se destaca como importante fornecedora de genética no mercado. Para os próximos anos, Maurício planeja a construção de novos galpões de Compost Barn, com o objetivo de ampliar o número de vacas em lactação e elevar a produtividade.

A Santa Luzia produz e comercializa animais Girolando 3/4 e meio-sangue, com base genética consolidada e perfil de alta produtividade, longevidade e adaptabilidade
Genuinamente brasileira
Nessa jornada, a escolha da raça também foi estratégica – e o Girolando ocupa posição central no projeto da Santa Luzia. “É uma raça nacional, fruto do cruzamento entre vacas leiteiras Gir e touros da raça Holandês, que melhor se adaptam às condições tropicais. É versátil, produtiva e tem uma velocidade de resposta impressionante”, explica Maurício.
A Santa Luzia trabalha com animais Girolando de graus meio-sangue e 3/4, de olho nas demandas regionais por animais e na expansão da pecuária leiteira para novas fronteiras. "O Girolando tem um mercado muito amplo: Mato Grosso; Pará; Espírito Santo; todo o Nordeste, especialmente na Bahia; em boa parte de Minas Gerais e de Rondônia. Onde o clima e o manejo são desafiadores, o Girolando responde com eficiência”, afirma Maurício.
Além da adaptabilidade, é a base genética da raça que tem impulsionado sua valorização. Maurício pontua que a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando tem um programa importante de melhoramento genético, com genoma, teste de progênie e touros já provados. “Isso garante um avanço contínuo na qualidade dos animais, além de fortalecer e ampliar o mercado.”
Na Santa Luzia, a estratégia é clara: produzir com excelência e ofertar animais de genética superior. O rebanho da fazenda está apto para atender a um mercado mais exigente e seletivo. “ "Para ter um animal 3/4 de qualidade, é preciso ter um meio-sangue de qualidade. E isso a gente tem”, ressalta Maurício. “A raça Girolando tem dado uma imensa contribuição à pecuária leiteira brasileira com seus Programas de Melhoramento; e deve continuar evoluindo.”

Investir para permanecer
Para Maurício, crescimento e permanência são conceitos indissociáveis. “A necessidade de crescer é inevitável para quem quer continuar na atividade”, afirma. Segundo ele, o mercado caminha para a consolidação de fazendas maiores, fomentando o crescimento de forma sustentável como estratégia de manutenção na atividade. “Muitos pequenos produtores conseguem gerar resultado financeiro atrativo; o suficiente para manter a qualidade de vida e criar boas perspectivas e oportunidades de crescimento para seus sucessores. O problema maior está nas propriedades de médio porte; esses produtores terão que decidir pelo crescimento da atividade ou pela mudança de rumos da atividade.”
Com margens estreitas e alta competitividade, cada propriedade precisa encontrar o modelo que mais se adequa à sua realidade: intensificando a produção, migrando para outras culturas ou mesmo repensando sua vocação, como acontece com propriedades em áreas de expansão urbana. “O que vemos é que as fazendas que permanecem são as que investem, que se tecnificam e se organizam para crescer. A Santa Luzia quer continuar nessa jornada”, diz Maurício.

A combinação entre dieta equilibrada, bem-estar e sanidade contribui para vacas saudáveis, férteis e produtivas, com média superior a 40 litros de leite por vaca/dia
Os pilares da produtividade
De acordo com Maurício, o crescimento sustentável da produção não depende de um único fator, mas de um sistema integrado de decisões inteligentes. “Não existe produtividade sem genética, tampouco sem manejo e sanidade adequados. E também não existe longevidade sem nutrição refinada, bem-estar animal e sustentabilidade. É um tripé; e ele só se mantém se todos os lados estiverem equilibrados.”
A nutrição, segundo Maurício, é hoje uma das tecnologias mais dominadas pela pecuária leiteira. Com dietas cada vez mais precisas e com foco no fortalecimento da imunidade, o rebanho da Santa Luzia oferece ao mercado animais com média produtiva de leite superior a 40 litros por dia, com saúde, férteis e com alta longevidade produtiva. “Hoje temos animais que produzem muito e vivem bem. O que sustenta isso é uma nutrição de excelência – com probióticos, aditivos naturais e formulação pensada no equilíbrio integral do animal.”
COM DIETAS CADA VEZ MAIS PRECISAS E COM FOCO NO FORTALECIMENTO DA IMUNIDADE, O REBANHO DA SANTA LUZIA OFERECE AO MERCADO ANIMAIS COM MÉDIA PRODUTIVA DE LEITE SUPERIOR A 40 LITROS POR DIA, COM SAÚDE, FÉRTEIS E COM ALTA LONGEVIDADE PRODUTIVA

Bem-estar como filosofia de gestão
Se antes o bem-estar era visto como exigência externa ou até como romantização da atividade, hoje é entendido como parte central do resultado econômico.
“Tudo o que você faz de bom para o animal, ele responde com aumento de produtividade”, ressalta Maurício. “O bem-estar não é mais um departamento da fazenda; é uma filosofia de trabalho que começa no nascimento e segue a vida produtiva do animal.”
Maurício destaca ainda que fazendas que cuidam da qualidade da água, da ambiência, da sanidade e das práticas sustentáveis ganham em saúde, reprodução, conversão alimentar e longevidade. “É um círculo virtuoso. Menos estresse, menos doenças, mais leite.”
A Santa Luzia é também exemplo de como é possível crescer usando melhor os recursos naturais e preservando-os. “A fazenda tem a mesma área há muitos anos, mas multiplicamos em muito a produção por meio da gestão da água, da reciclagem de nutrientes e da integração de sistemas”, comenta Maurício.
A fazenda aproveita a água das chuvas para irrigação, o que permite manter a produção durante todo o ano sem pressionar as nascentes locais. A reciclagem de dejetos da bovinocultura e da suinocultura elimina quase totalmente a necessidade de fertilizantes químicos. A fazenda tem, hoje, lotações de até 15 animais por hectare. Para Maurício, isso só é possível com um sistema que respeita o solo, a água e os ciclos da natureza.
Maurício defende que sustentabilidade não pode mais ser apenas um discurso. “Ela tem que estar na operação. Ela tem que ser visível no campo, na água mais limpa, na terra mais fértil, na energia gerada dentro da própria fazenda. E é isso que a gente vem fazendo aqui.”
“O BEM-ESTAR NÃO É MAIS UM DEPARTAMENTO DA FAZENDA; É UMA FILOSOFIA DE TRABALHO QUE COMEÇA NO NASCIMENTO E SEGUE A VIDA PRODUTIVA DO ANIMAL”


Onde tudo começa
“Aqui é onde tudo começa.” A frase que recepciona quem entra no bezerreiro da Fazenda Santa Luzia revela, de imediato, a seriedade com que a fazenda trata o início da vida. Desde o nascimento, cada bezerra recebe cuidados que refletem um compromisso profundo com a sanidade, o bem-estar e a produtividade futura. “Quando falamos em crescimento produtivo do negócio, o bezerreiro é um dos setores mais estratégicos da fazenda; é o que garante a continuidade e o crescimento do negócio. Tudo começa ali”, afirma Maurício Coelho. E não é força de expressão: com mais de 100 mil embriões implantados ao longo dos últimos 10 anos, a fazenda mantém uma média de 250 nascimentos por mês; todos resultantes de transferência embrionária. Destes nascimentos, 93% são de fêmeas.
O grande volume de nascimentos, no entanto, não compromete o rigor técnico. Pelo contrário: o setor passou por profundas transformações e hoje é uma vitrine das boas práticas de manejo, bem-estar e sanidade.
A jornada começa três semanas antes do parto, com atenção especial à vaca no pré-parto. Nutrição ajustada, ambiência adequada e protocolos sanitários rigorosos garantem que a vaca produza colostro em boa quantidade e alta qualidade – rico em imunoglobulinas e essencial para a vida da bezerra. “Cuidar bem da vaca é o primeiro passo para garantir uma boa colostragem. É ela que transfere a imunidade que vai definir o futuro da bezerra”, explica Maurício.
Os cuidados com as bezerras recém-nascidas estão em um protocolo que inclui assepsia da bezerra logo após o nascimento, aferição da qualidade do colostro (com refratômetro), oferta de 10% do peso vivo (cerca de 4 litros) nas primeiras duas horas e uma segunda colostragem com o restante do colostro materno entre 6 e 8 horas após a primeira refeição. Esse processo garante altíssima taxa de absorção de imunoglobulinas, fator decisivo para a saúde e o desempenho da bezerra ao longo da vida.
A estrutura física do setor acompanha o compromisso com o cuidado. O berçário conta com 200 postos individuais para as três primeiras semanas de vida. Depois desse período, as bezerras são transferidas para o bezerreiro tropical, com capacidade para mais de 600 animais. “Só nesses dois setores, temos mais de 800 postos. E todos operam com protocolos claros, supervisão técnica contínua e práticas que colocam o bem-estar no centro das atenções”, diz Maurício.
Todo o leite fornecido é natural, pasteurizado na própria fazenda. A dieta é complementada com alimento concentrado de alta qualidade que garante crescimento vigoroso e desaleitamento aos 80 dias com peso de 100 kg.
O manejo humanizado começa desde o nascimento. As práticas de vacinação, mochação e identificação são conduzidas com critérios de conforto e respeito. “A bezerra precisa ver o ser humano como aliado, não como ameaça”, enfatiza Maurício. “Essa é a base da relação de bem-estar: trocar medo por confiança. Quando isso acontece, o comportamento da bezerra muda completamente, a imunidade melhora e a vida produtiva futura se fortalece. O bem-estar começa no nascimento e se estende por toda a vida.”

Escala com qualidade: com mais de 600 postos, o bezerreiro tropical da Santa Luzia é referência em sanidade, nutrição e manejo e traduz o compromisso com cada fase da vida animal
O valor de quem faz
Um olhar mais atento sobre a Santa Luzia revela que não há um único segredo para explicar o sucesso do empreendimento. Ele resulta da combinação de muitos fatores. Nada acontece de forma isolada, tampouco com uma única pessoa. O êxito da propriedade se sustenta em genética, nutrição, bem-estar, sustentabilidade, tecnologia e gestão – pilares conduzidos por um time de profissionais preparados, alinhados e comprometidos com o propósito do negócio. Uma equipe coesa, que veste a camisa da Santa Luzia.
“Formar e manter uma equipe qualificada é um desafio imenso, ainda mais nos dias de hoje. Mas é determinante para o sucesso da atividade”, afirma Maurício.
A filosofia da fazenda é clara: mais do que executar tarefas, cada colaborador precisa entender o porquê e a importância daquilo que ele está fazendo – e o impacto disso no resultado. “Se uma tarefa não fosse importante, não faria sentido executá-la. E se ela tem que ser feita, tem que ser bem-feita. Mostrar o valor de cada etapa é o que transforma o trabalho em missão.”
O ÊXITO DA PROPRIEDADE SE SUSTENTA EM GENÉTICA, NUTRIÇÃO, BEM-ESTAR, SUSTENTABILIDADE, TECNOLOGIA E GESTÃO – PILARES CONDUZIDOS POR UM TIME DE PROFISSIONAIS PREPARADOS, ALINHADOS E COMPROMETIDOS COM O PROPÓSITO DO NEGÓCIO



Cuidado que se constrói no vínculo: mais do que executar tarefas, a equipe da Santa Luzia entende o valor do que faz. Cada ação carrega um propósito, fortalecendo a relação de confiança entre pessoas e animais desde o início da vida
Essa lógica percorre toda a operação: do cuidado com o colostro ao rigor no protocolo de embriões; da limpeza do bezerreiro à aferição de qualidade do leite. Tudo importa. E todos têm participação direta no desempenho da fazenda.
A gestão da equipe inclui qualificação técnica, treinamentos constantes, escuta ativa e, principalmente, um ambiente que favorece a criatividade e o desenvolvimento das pessoas. Para Maurício, quando o colaborador entende a importância da tarefa que executa e o valor do seu trabalho, ele passa a melhorar processos, sugerir, cuidar daquilo como se fosse seu; e isso promove um círculo virtuoso do processo.
Maurício reforça que o papel do gestor é retirar pedras do caminho, remover obstáculos para facilitar as rotinas, tornar as tarefas mais leves e produtivas, evitar retrabalho, estimulando a harmonia da equipe. “Cabe a nós, gestores, tornar o trabalho menos exaustivo, mais eficiente e produtivo.”
Na Santa Luzia, o crescimento do rebanho caminha junto com o crescimento das pessoas. Porque, no fim das contas, é isso que transforma uma fazenda em um projeto de futuro.
O tempo da sucessão é agora
“Preparar a fazenda para o futuro é uma responsabilidade muito grande”, diz Maurício. “A sucessão precisa acontecer. Mas é fundamental que a propriedade esteja pronta para isso: ela tem que estar competitiva, eficiente e com clareza de propósitos. É isso que vai atrair os mais jovens para o negócio e garantir que o que construímos continue de pé.”
A análise do cenário nacional reforça essa urgência. O número de produtores de leite no Brasil vem caindo ano a ano. Muitos saem da atividade por falta de sucessão ou porque encontram alternativas mais competitivas. “O leite exige paixão. Só permanece quem realmente acredita na atividade e investe nela”, afirma Maurício. “Hoje, já temos fazendas no Brasil sinalizando produções acima de 100 mil litros por dia. Isso era impensável até pouco tempo.”

Olhar que acompanha de perto: a liderança de Maurício Coelho se expressa na atenção ao detalhe, no rigor técnico e no respeito por cada etapa do processo produtivo
O recado é claro: eficiência não é ponto de chegada; é ponto de partida. Em um mercado em constante transformação, é preciso se reinventar todos os dias. “Ficar parado, mesmo que bem-posicionado, é perigoso. O mercado engole quem não se move ou não se reinventa. Que tudo isso que temos feito ao longo dos anos se transforme em uma estrada mais plana e segura para os que vierem depois de nós”, conclui Maurício. “Vida longa ao negócio leite!”
Confira o vídeo que revela o trabalho desenvolvido na Fazenda Santa Luzia
Autor
Adriana Vieira Ferreira
EDITORA EXECUTIVA
Economista, DSc. em Economia Rural
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