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Com relacionamento próximo aos clientes e ciência aplicada, a FS leva o HPDDG a produtores de leite do Brasil e do mundo

Com relacionamento próximo aos clientes e ciência aplicada, a FS leva o HPDDG a produtores de leite do Brasil e do mundo

Pioneira na produção de etanol 100% a partir do milho de segunda safra no Brasil, a FS integra à fabricação do biocombustível a produção de ingredientes para nutrição animal. Entre eles estão os DDGs (Dried Distillers Grains), obtidos a partir das frações do grão que permanecem após o aproveitamento do amido para a produção de etanol. O avanço das tecnologias de processamento permitiu ampliar a diferenciação desses ingredientes e obter produtos com características nutricionais específicas, como o HPDDG (High Protein Dried Distillers Grains), de maior concentração proteica.  

Comercializado pela companhia como FS Essencial, o produto é classifi cado pela Portaria nº 929/2026, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), como grãos secos de biorrefinaria com alto teor de proteína, categoria que deve apresentar, no mínimo, 40% de proteína bruta. O ingrediente tem sido estudado para uso na formulação de dietas de vacas em lactação.

“Na produção de leite, o interesse pelo HPDDG não está apenas na concentração de proteína. É uma fonte vegetal com alta participação de proteína não degradável no rúmen, além de fornecer energia e ampliar as alternativas disponíveis para a formulação. Isso permite ao nutricionista trabalhar o ingrediente de acordo com as exigências do rebanho e com os objetivos de cada dieta”, afirma Brian Mike, gerente comercial da FS responsável pelas regiões Sul e Sudeste e pelas exportações da área de nutrição animal.


Brian Mike, gerente comercial da FS, responsável pelas regiões Sul e Sudeste e pelas exportações da área de nutrição animal

O desenvolvimento do HPDDG exigiu não apenas tecnologia para separar e concentrar diferentes frações do milho, mas também a caracterização nutricional do ingrediente e a geração de conhecimento para orientar sua aplicação nas dietas.

“Quando começamos a trabalhar com HPDDG, havia poucas referências disponíveis e boa parte do conhecimento vinha do mercado norte-americano. Precisávamos entender o produto dentro das condições e das dietas utilizadas no Brasil. A partir daí, estruturamos um trabalho técnico para caracterizar o ingrediente e aprofundar o conhecimento sobre seu comportamento nutricional”, explica Mike.

Da pesquisa à aplicação 

Para ampliar o conhecimento sobre essas características, a FS apoia pesquisas desenvolvidas por universidades e centros de referência. Estudos conduzidos pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), com vacas em lactação, avaliaram o uso do HPDDG em dietas e suas características nutricionais.

Entre os resultados estão uma fração de proteína não degradável no rúmen (PNDR) de 63,1% e digestibilidade dessa fração (PNDRd) de 57%. Esses parâmetros ajudam a caracterizar o comportamento da proteína ao longo do processo digestivo.

O produto pode compor dietas em sistemas confinados, semiconfinados ou baseados em pastagens, com a formulação ajustada às características do rebanho, aos demais componentes da dieta e aos objetivos produtivos.   


Proteína, energia e ciência aplicada: o HPDDG da FS no dia a dia do rebanho leiteiro

Do milho à nutrição animal 

A produção desses ingredientes faz parte do modelo da FS desde o início de suas operações. A primeira unidade da companhia começou a operar em Lucas do Rio Verde (MT), em 2017, a partir da combinação entre a experiência do Summit Agricultural Group no setor de etanol de milho nos Estados Unidos e o conhecimento do agronegócio brasileiro da Tapajós Participações.

Na biorrefinaria, enquanto o amido do milho é convertido em etanol, nutrientes presentes nas demais frações do grão se concentram nos produtos destinados à alimentação animal. Hoje, a FS opera três unidades em Mato Grosso. Na safra 2025/26, a companhia processou 5,8 milhões de toneladas de milho, que resultaram em 2,5 bilhões de litros de etanol e cerca de 2 milhões de toneladas de produtos destinados à alimentação animal.

Mais perto do produtor

Brian Mike participa da construção da história da FS desde o início. Ele atuou na Summit, migrou para a FS e, consequentemente, para o Mato Grosso, em 2016. Ao longo desse período, acompanhou o desenvolvimento da área comercial e a aproximação com produtores, em um trabalho que ganhou escala à medida que o mercado para os ingredientes avançou. Hoje ele está à frente do time Comercial de Nutrição Animal da FS, responsável pelos atendimentos da regional centro-sul do país, além de toda área de exportação.

“Comecei dentro de um contêiner no meio de uma lavoura”, recorda Mike. “Ver tudo sair das planilhas e se tornar a empresa que é hoje é uma experiência única”. 

Esse relacionamento com os produtores inclui também o suporte técnico para a utilização dos ingredientes nas dietas. “O produtor recebe uma ficha técnica, um material técnico e sabe formular corretamente a dieta usando o nosso produto. O que ele vê na amostra é, de fato, o que vai receber na fazenda”, afirma Mike. 

Para atender propriedades leiteiras de diferentes portes, a estratégia inclui alternativas de distribuição. Em 2025, a empresa inaugurou um armazém em Santa Tereza do Oeste, a cerca de 20 quilômetros de Cascavel/PR, que permite o fracionamento de cargas e entregas em volumes menores.

A unidade atende produtores de uma das principais regiões produtoras de leite do Sul do país, inclusive propriedades que não possuem capacidade para receber uma carga graneleira completa. O modelo também é utilizado em Minas Gerais, paralelamente às vendas a granel para clientes de maior escala.

O alcance do HPDDG se estende também ao mercado internacional. Exportado em contêineres, o mesmo produto destinado aos clientes brasileiros é utilizado por produtores de leite em países como Alemanha e Holanda.


A planta da FS em Lucas do Rio Verde/MT, vista do alto. Primeira unidade totalmente dedicada ao etanol de milho no Brasil 

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FS Fueling Sustainability

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