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Sustentabilidade

dsm-firmenich apresenta: Créditos de carbono: uma realidade na pecuária leiteira do Brasil

As vacas leiteiras podem ajudar na luta contra as mudanças climáticas

dsm-firmenich apresenta: Créditos de carbono: uma realidade na pecuária leiteira do Brasil

A pecuária desempenha papel fundamental na nutrição do planeta e na subsistência de muitas empresas, fazendas e famílias em todo o mundo. Como qualquer outra atividade produtiva, a produção animal gera um impacto ambiental. De acordo com as estimativas mais recentes da Organização das Nações Unidas/Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (ONU/IPCC), essa atividade é responsável por 14,5% das emissões globais de Gases de Efeito Estufa (GEE), sendo que a pecuária representa 66% desse total (1).

Por causa da representatividade do setor no cenário de emissões globais, muitos governos, indústrias e até mesmo bancos vêm tratando a pecuária como parte da solução para a luta contra as mudanças climáticas, apoiando a busca por uma pecuária cada vez mais eficiente e sustentável.

A sustentabilidade vem moldando os negócios em diversas geografias, seja pelos planos de pagamento por emissões do governo da Nova Zelândia, pela redução de fazendas na Holanda ou pelas discussões de mercados de créditos de carbono no Brasil. Onde há uma ameaça para alguns, há oportunidade para outros.

Afinal, o que é pegada de carbono?

De acordo com a ABNT online, a pegada de carbono é a quantidade total de emissões de GEE de maneira direta ou indireta por um determinado produto ao longo do seu ciclo de vida, desde a extração de matérias-primas até seu descarte final.

Nem todos os GEE têm o mesmo poder de aquecimento ou o mesmo tempo de permanência na atmosfera terrestre. Por isso, a pegada de carbono é medida em “carbono equivalente” ou “CO2e”, uma conversão dos efeitos do GEE para o seu equivalente em dióxido de carbono ou CO2.

Essa conversão é feita com base no índice GWP (Global Warming Potential), que é calculado pelo IPCC, o painel intergovernamental de mudanças climáticas da ONU – composto pelos melhores cientistas no campo ao redor do mundo. O GWP é baseado no poder de absorção de calor e tempo de vida dos diferentes GEE na atmosfera.

Esses números são revisados periodicamente e divulgados em relatórios. Por exemplo, o IPCC 5th Assessment Report 2014 (AR5) mostra que, em um período de 100 anos, o metano tem um GWP de 28 vezes a do dióxido de carbono.

Por que existem e o que são créditos de carbono? 

“Crédito de carbono” é o termo utilizado para atribuir um valor à redução, mitigação ou captura de emissões de GEE alcançadas por um projeto certificado. Considerando o conceito de “carbono equivalente”, uma unidade certificada de crédito (VCU) equivale a uma tonelada de CO2e.

Os créditos emitidos podem ser comercializados em dois mercados: (1) Voluntário, em que a geração e a compra de créditos acontecem de forma espontânea pelas empresas, geralmente por pressão de mercado; e (2) Regulado, um mercado obrigatório, no qual os governos impõem metas de emissão, em geral, para setores específicos da economia.

Existem diversos tipos de crédito no mercado, a depender de como foram originados, como: florestas, eficiência de processos, tratamento de efluentes e resíduos, entre outros. Para atividades agropecuárias, há diversas oportunidades para geração desses créditos, incluindo ações de mudança de uso da terra e a utilização de aditivos redutores de metano, como a tecnologia Bovaer® da dsm-firmenich.


 

“CRÉDITO DE CARBONO” É O TERMO UTILIZADO PARA ATRIBUIR UM VALOR À REDUÇÃO, MITIGAÇÃO OU CAPTURA DE EMISSÕES DE GEE ALCANÇADAS POR UM PROJETO CERTIFICADO

Como emitir um crédito de carbono?

Existem diversos organismos internacionais especializados na contabilização e verificação de GEE nos quais são gerados créditos de carbono. De acordo com a WayCarbon (3), os mais conhecidos e aplicáveis às empresas brasileiras são o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL ou CDM, na sigla em inglês) da Convenção-Quadro das Nações Unidas Sobre Mudança do Clima (mais conhecida por sua sigla em inglês UNFCCC), além de padrões de verificação independentes como a Verra, com seu Verified Carbon Standard (VCS), e o Gold Standard.

Os créditos de carbono são gerados por meio de projetos certificados, que devem ser registrados como um projeto de investimento em algum dos organismos internacionais listados acima. Isso quer dizer que devem seguir metodologias específicas, funcionando como protocolos-padrão para a geração desses créditos. Em um fluxo regular de geração de créditos de carbono, os projetos devem passar por estudos de eligibilidade e viabilidade técnica e econômica, para, então, avançar à fase de registro junto aos organismos de verificação, processos de validação, auditoria e monitoramento. Após essas etapas, o crédito de carbono poderá ser emitido e comercializado.

É importante enfatizar que o processo de registro e monitoramento ocasiona um investimento financeiro por parte do dono do projeto gerador de créditos de carbono. Assim, é interessante que os projetos tenham uma escala que resulte em um volume de créditos que justifique esse investimento, uma análise que pode ser realizada para projetos individuais ou agrupados por uma consultoria especializada em mercados de carbono.

O Brasil como pioneiro: o primeiro projeto de créditos de carbono para vacas leiteiras usando o aditivo redutor de metano Bovaer®

Um importante primeiro passo para tornar a pecuária mais sustentável é entender a pegada de carbono dos produtos lácteos. É conhecido que, em geral, mais de 50% da pegada de carbono de 1 litro de leite provém diretamente da emissão de metano entérico.


Após mais de 15 anos de pesquisa, a dsm-firmenich trouxe ao mercado a tecnologia Bovaer®, o primeiro aditivo registrado para redução de emissões no Brasil. Uma dose diária pequena do produto - um pó claro que é misturado na dieta das vacas diariamente - reduz em média 30% as emissões de metano entérico das vacas leiteiras e 45% das emissões de metano entérico de bovinos de corte. O aditivo é seguro para os seres humanos que irão consumir os produtos de origem animal e para os bovinos, sem impactos negativos em produtividade e saúde – como demonstrado pelas aprovações regulatórias e em mais de 100 estudos realizados ao redor do mundo, resultando em mais de 70 publicações revisadas por pares.



BOVAER®, O PRIMEIRO ADITIVO REGISTRADO PARA REDUÇÃO DE EMISSÕES NO BRASIL. UMA DOSE DIÁRIA PEQUENA DO PRODUTO - UM PÓ CLARO QUE É MISTURADO NA DIETA DAS VACAS DIARIAMENTE - REDUZ EM MÉDIA 30% AS EMISSÕES DE METANO ENTÉRICO DAS VACAS LEITEIRAS E 45% DAS EMISSÕES DE METANO ENTÉRICO DE BOVINOS DE CORTE

Até agora, o uso da tecnologia Bovaer® é permitido em 58 países, incluindo a Europa Ocidental, a maior parte da América Latina, Canadá, Austrália e partes do Oriente Médio, e reduziu mais de 110.000 toneladas de CO2e.

Essa tecnologia foi escolhida pela WayCarbon, empresa global especializada em soluções voltadas à transição para uma economia Net-Zero, para ser parte do Programa LEBAM (Leite Baixo Metano), uma iniciativa voltada para tornar a pecuária leiteira no Brasil mais sustentável através da redução das emissões de GEE, em particular o metano entérico, por meio da adição do aditivo alimentar Bovaer® à dieta dos animais.

A iniciativa nasceu dentro da equipe de Novos Negócios da WayCarbon e está ligada ao objetivo da empresa de estar na vanguarda de ações disruptivas em projetos de carbono. A intenção é desenvolver um piloto do programa, com aproximadamente 2.500 vacas em lactação, no estado de Minas Gerais, com a finalidade de testar o mercado, visto que é necessário um investimento relevante para sua viabilização. Após a fase piloto, o Programa entrará em fase de expansão, com potencial de reduzir até 375.000 tCO2e.

O propósito do Programa LEBAM é revolucionar a maneira como a sustentabilidade é abordada no agronegócio através do mercado de carbono. Uma das principais razões para isso é a preocupação recorrente com a adicionalidade dos projetos no mercado de carbono voluntário, e este programa representa uma garantia de "pura adicionalidade". Ser adicional implica que as reduções ou remoções de carbono não teriam ocorrido sem o investimento financeiro específico no projeto em questão.

A receita gerada pela venda de créditos de carbono do projeto viabilizará a aquisição do Bovaer®, e consequentemente impulsionará a implementação de práticas mais sustentáveis nas fazendas parceiras. Dada a sua natureza inovadora e eficácia comprovada, prevê-se que os créditos de carbono gerados por este projeto alcancem um valor acima da média no mercado voluntário.

Com essa iniciativa, o leite produzido pode ter um maior valor agregado, por oferecer aos consumidores a opção de escolher lácteos com menos emissão de GEE em sua cadeia de produção. Assim, vemos que as vacas podem ser parte de um movimento de combate às mudanças climáticas, gerando benefícios para o planeta, para a sociedade e para o produtor.



FERNANDA MARCANTONATOS NOGUEIRA - Líder de Bovaer® para América Latina, dsm-fi rmenich
RAFAEL TORRES CARTOLANO - Analista de desenvolvimento de projetos de carbono, WayCarbon
VIRGÍLIO PEREIRA - Consultor de novos negócios, WayCarbon

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