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Em sua 20ª edição, a Megaleite (Belo Horizonte/MG) reúne genéticas, negócios e tradição

Em sua 20ª edição, a maior feira de pecuária leiteira da América Latina reúne genética, negócios e tradição no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte/MG

Em sua 20ª edição, a Megaleite (Belo Horizonte/MG) reúne genéticas, negócios e tradição

O prefixo “mega” no nome não é à toa. A Megaleite é, de fato, um evento de proporções gigantescas: são diversas associações envolvidas, quase 70 empresas expositoras, mais de 80 mil visitantes e uma estrutura que transforma o Parque da Gameleira, em Belo Horizonte/MG, na capital nacional da pecuária leiteira. Embora o evento impressione pelo tamanho, é no “um a um” – na conversa entre produtores, no aperto de mão entre parceiros, no orgulho de quem expõe seu animal – que a Megaleite encontra seu verdadeiro sentido. 

Ninguém melhor para traduzir os bastidores do evento do que o gerente de projetos da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando (Girolando), Bruno de Barros. Desde 2016, ele está à frente da complexa articulação que faz a exposição acontecer. Um trabalho de bastidores que exige estratégia, visão e fôlego. 

Nos bastidores da Megaleite 

Criada em 2004 pela Girolando, sob a liderança do então presidente Marcos Amaral, a Megaleite nasceu com o propósito de reunir, em um só lugar, todas as raças leiteiras do Brasil. E conseguiu. 

Por trás de um evento que movimenta milhares de pessoas e envolve uma logística desafiadora, existe um trabalho contínuo, feito de telefonemas, reuniões, ajustes de última hora e decisões estratégicas. Bruno está no centro dessa operação. É ele quem coordena o planejamento da feira, lidando com instituições, prestadores de serviços, fornecedores, além de uma infinidade de detalhes que precisam funcionar com precisão. 

“A Megaleite é o único evento que reúne tantas raças leiteiras em uma única exposição: Girolando, Holandês, Gir Leiteiro, Guzerá Leiteiro, Jersey, Pardo-Suíço, Bubalinos e Simental Leiteiro”, explica Bruno. 

Organizar um evento dessa dimensão exige planejamento cuidadoso, relações de confiança e muita disposição. “A exposição termina e a gente já começa a próxima”, diz Bruno. “Todo ano, a Megaleite precisa oferecer algo novo. Em 2025, na 20ª edição, vamos trazer o Festival do Queijo Artesanal de Minas (FQAM) para dentro da feira. É assim que mantemos o público engajado – inovando, surpreendendo.” 

A responsabilidade também está na forma como o evento se comunica com públicos diversos. “Nosso esforço não é só com quem já vive a pecuária. É também com o público urbano”, ressalta Bruno. “Precisamos informá-los das riquezas nutricionais que o leite e seus derivados oferecem. Desde 2016, mais de 40 mil alunos já participaram de visitas guiadas. Tivemos palestras, chefs convidados, propaganda nas ruas e parcerias com rádios e canais de TV.” 

Para Bruno, o personagem principal da Megaleite continua sendo o animal. “Sem as vacas, não existe a Megaleite. Entretanto, o que faz essa exposição ser o que é vai além do que se vê na pista: é a estrutura montada para garantir bem-estar; é a organização entre as raças; é a articulação de bastidores que ninguém vê, mas todo mundo sente.

CRIADA EM 2004 PELA GIROLANDO, SOB A LIDERANÇA DO ENTÃO PRESIDENTE MARCOS AMARAL, A MEGALEITE NASCEU COM O PROPÓSITO DE REUNIR, EM UM SÓ LUGAR, TODAS AS RAÇAS LEITEIRAS DO BRASIL





O palco das campeãs 

Na Megaleite, o julgamento das raças leiteiras está entre os momentos mais aguardados – e não é por acaso. É ali que são revelados os animais de maior destaque genético, cujas conquistas impulsionam negócios e reputações. 

No caso da raça Girolando, qualquer associado pode inscrever seus animais diretamente no sistema da entidade, sem necessidade de classificação prévia em outras exposições. O único requisito é que o animal esteja em situação sanitária regular e se encaixe em alguma das categorias disponíveis. 

A avaliação considera diversos aspectos técnicos, como morfologia, sistema mamário, estrutura corporal e características funcionais. A partir deste ano, o julgamento das diferentes composições raciais que o Girolando apresenta passará por uma mudança importante: pela primeira vez, será realizado por um trio de jurados atuando em conjunto, o que deve aumentar a consistência das análises.

A premiação envolve faixa, troféu e certificado oficial. No entanto, seu impacto vai muito além do símbolo: animais campeões passam a ser mais valorizados no mercado, com possibilidade de comercialização de embriões ou até participação em leilões especiais, que frequentemente são realizados logo após o julgamento. 

No caso das demais raças leiteiras presentes na Megaleite, o julgamento é coordenado pelas próprias associações de raças. Cada entidade é responsável por definir as regras técnicas, indicar os jurados e organizar as categorias de disputa. Os critérios variam conforme o padrão racial e podem valorizar desde rusticidade e fertilidade até estrutura mamária e volume de produção. Em geral, os julgamentos são divididos por idade e estágio produtivo dos animais, como bezerras, novilhas e vacas.



A vitória na pista representa o trabalho diário de centenas de criadores que dedicam a vida à pecuária leiteira 

Um evento que representa o leite do Brasil 

A Megaleite é o espelho do setor leiteiro brasileiro – diverso, técnico, resiliente e em constante transformação. Ao reunir produtores, empresas, estudantes, pesquisadores e consumidores, o evento constrói pontes entre o campo e a cidade, entre tradição e inovação, entre o que já foi conquistado e o que ainda está por vir. 

Na edição de 2025, a Megaleite reafirma sua vocação: ser o ponto de encontro daqueles que fazem do leite um projeto coletivo. “A Megaleite não é um evento da Girolando. É da pecuária leiteira brasileira. O nosso papel é montar a estrutura e garantir que tudo funcione da melhor forma possível, assegurando conforto e segurança ao público visitante, aos tratadores e principalmente aos animais que aqui estão. Mas quem faz a exposição acontecer é o setor inteiro, reunido no mesmo lugar, com o mesmo propósito”, afirma Bruno. 

De fato, é ali, no chão do Parque da Gameleira, que o Brasil leiteiro se encontra – vaca por vaca, pessoa por pessoa. E, quando o portão se abre, a pecuária leiteira mostra sua força: mega em esforço, mega em dedicação, mega em resultados.

A MEGALEITE É O ESPELHO DO SETOR LEITEIRO BRASILEIRO – DIVERSO, TÉCNICO, RESILIENTE E EM CONSTANTE TRANSFORMAÇÃO





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