Este site utiliza cookies

Salvamos dados da sua visita para melhorar nossos serviços e personalizar sua experiência. Ao continuar, você concorda com nossa Política de Privacidade, incluindo a política de cookie.

x
ExitBanner

PORTAS ABERTAS

Em três dias de privilegiada experiência, profissionais da comunicação especializada no agronegócio imergiram nas estruturas de Pesquisa e Inovação da Agroceres Multimix

PORTAS ABERTAS

“MUITO MAIS QUE NUTRIÇÃO”. O slogan da gigante brasileira se materializou na estrutura robusta de experimentação, na excelência técnica da equipe, na responsabilidade com as diretrizes modernas de sustentabilidade e no vanguardismo em servir ao agronegócio brasileiro. Orgulhosa do diferencial em pesquisa científica que alicerça as soluções oferecidas ao produtor rural, a Agroceres Multimix abriu as portas do seu Núcleo de Tecnologia e Inovação para que profissionais da imprensa especializada no segmento agropecuário imergissem nos bastidores da indústria de nutrição animal.
Jornalistas, redatores, editores, fotógrafos e cinegrafistas participaram da inédita e meticulosa jornada de três dias à Granja Paraíso e ao Centro de Pesquisas, localizados nas cidades mineiras de Patos de Minas e Patrocínio, respectivamente. As visitas, enriquecidas por irretocável organização e memoráveis intervalos gastronômicos, revelou o rigor metodológico, o compromisso com o bem-estar animal e o arcabouço de conhecimento acadêmico contidos nas recomendações nutricionais vendidas há mais de 70 anos por todo o Brasil.

Investimento em inovação 

Em coletiva que inaugurou a programação, foi reportado que, anualmente, a empresa investe mais de R$ 10 milhões para desenvolver novos produtos, validar insumos e aditivos, aperfeiçoar matrizes nutricionais, além de estudar manejos e equipamentos. “Nenhuma empresa de nutrição animal no Brasil possui uma estrutura própria como a da Agroceres Multimix”, explicou Ricardo Ribeiral, diretor da empresa, após recapitular a linha do tempo iniciada em 1945, quando Antônio Secundino de São José e quatro sócios criaram a primeira empresa de sementes de milho híbrido do Brasil, a Agroceres.

 
Ricardo Ribeiral, diretor da Agroceres Multimix, reforçou a cultura de pesquisa e inovação presente em todas as unidades de negócios da Agroceres.


 “NENHUMA EMPRESA DE NUTRIÇÃO ANIMAL NO BRASIL POSSUI UMA ESTRUTURA PRÓPRIA COMO A DA AGROCERES MULTIMIX”, EXPLICOU

 RICARDO RIBEIRAL 

Na mesma apresentação, Ribeiral destacou a experiência do corpo técnico-comercial, capaz de compreender a realidade e prover soluções à cadeia de produção animal brasileira. De acordo com ele, entre os Médicos Veterinários, Zootecnistas e Engenheiros Agrônomos que compõem a equipe de consultores da Agroceres Multimix, 80% são especialistas e 70% são mestres e doutores.
O investimento contínuo em pesquisas e tecnologias foi detalhado pelos demais gestores da empresa: apenas em 2022, foram realizados 48 estudos com o investimento de R$ 11,5 milhões, o que representou R$ 240 mil por experimento científico. Conforme também citado, as equipes técnicas da Agroceres Multimix participam de fóruns internos mensais, nos quais são discutidas tendências, situações ocorridas no campo e realidades do mercado. A partir dos fóruns, são criados protocolos de investigação acadêmica que, posteriormente, desenvolvem-se nas estruturas do Núcleo de Tecnologia e Inovação. O Núcleo de Tecnologia e Inovação conta com 63 colaboradores, além de estagiários e trainees. A estrutura também é base para a capacitação das equipes de campo e a visitação de clientes. 

Bem-estar animal é inegociável 

Entre 1990 e 2023, mais de 1,3 milhão de animais — entre aves, suínos e bovinos — participaram de experimentos nas estruturas de pesquisas da empresa e forneceram importantes resultados e avanços ao setor. Segundo o Gerente de Pesquisa e Saúde Animal da Agroceres Multimix, Tarley Araújo Barros, para cada experimento é desenvolvido um protocolo de bem-estar animal, o qual é submetido à Comissão Ética de Uso de Animais (CEUA).
A CEUA, formada por funcionários da Agroceres Multimix, professores de universidades e membros da sociedade civil organizada, é registrada no Conselho Nacional de Controle e Experimentação Animal (CONCEA), órgão federal ao qual a empresa presta contas dos experimentos que realiza a cada ano.

Método científico 

Os estudos desenvolvidos pelos pesquisadores da Agroceres Multimix são delineados de acordo com os princípios básicos da experimentação animal: repetibilidade (aumenta a precisão das médias e reduz os erros), casualidade/aleatoriedade (elimina a intenção de priorizar determinado tratamento) e controle local (aumenta a precisão experimental). Além desses, é aplicado o princípio do controle de meio, para reduzir a interferência do ambiente e das demais variáveis não experimentais que possam colocar o experimento em risco.

Segundo Tarley, o rigor científico confere poder estatístico e alto grau de confiança ao experimento: “Com as análises estatísticas é possível determinar parâmetros de qualidade e segurança dos dados, por meio da avaliação da homogeneidade dos resíduos experimentais e do intervalo de confiança das respostas, ancorados pelo que é conhecido no meio científico por valor de P”.

Segurança dos dados 

Todos os dados extraídos de experimentos desenvolvidos no Núcleo de Tecnologia e Inovação da Agroceres Multimix são inseridos em um software próprio, para abastecer uma plataforma analítica que apoia as decisões dos pesquisadores. Como exemplo, foi citado que mais de 674 mil ovos analisados geraram um banco de dados capaz de correlacionar diversos parâmetros. “Conseguimos segmentar os dados por linhagens de animais, idade, sistema de produção, entre outras características”, esclareceu o Gerente de Pesquisas. “Dessa base analítica, conseguimos extrair, por exemplo, recomendações acerca de sistemas produtivos para nossos clientes”, completou.
Tarley reportou, ainda, que a estrutura de pesquisas da Agroceres Multimix também abriga experimentos desenvolvidos em parceria com casas genéticas, universidades, entre outras entidades, como EPAMIG, UFV, UFMG, UFLA, Unesp, USP, Kansas State University e Embrapa.


 

O Centro de Pesquisas

O Centro de Pesquisas da Agroceres Multimix está situado em Patrocínio/MG, numa área de 54 hectares e composto por quatro núcleos de experimentos — aves, suínos, bovinos de corte e bovinos de leite. Em 12 anos, mais de 380 experimentos foram ali conduzidos, não só para o desenvolvimento de novas tecnologias, mas também para a geração de conhecimentos e atualizações sobre exigências nutricionais. Durante 2022, mais de 50 mil animais foram utilizados para a condução de estudos científicos, sob rígidos protocolos de bem-estar animal e de acordo com respaldadas metodologias acadêmicas.

O Centro de Pesquisas possui duas áreas de biosseguridade, sendo a área de Nível 1 para o acesso às instalações de aves e suínos, na qual são obrigatórios o banho completo, a remoção de adereços, o uso de roupas brancas fornecidas no local e a fumigação de equipamentos. Para acessar os núcleos de bovinos de corte e de leite, a biosseguridade é de Nível 2, menos restrita, de forma que exige apenas o uso de roupas fornecidas no local. 

O Núcleo de Aves é composto por dois galpões Dark House para frangos de corte, cada um com 40 boxes, enquanto as aves de postura comercial ficam alojadas em um terceiro galpão com 224 gaiolas. As aves têm participado de experimentos direcionados ao desenvolvimento de produtos, à definição das exigências nutricionais e à descoberta de aditivos, bem como à qualidade dos ovos e à validação de ingredientes alternativos. Um quarto galpão exclusivo para experimentos com matrizes se destacou no cenário brasileiro, uma vez que apenas cerca de 3% dos experimentos são realizados com matrizes, devido à escassez dessas instalações. Outros dois galpões compõem a estrutura do Núcleo de Aves — um destinado à recria e o outro adaptado com gaiolas apropriadas aos ensaios de digestibilidade. 

O Núcleo de Suínos da Agroceres Multimix conduziu, em 2022, experimentos com animais em todas as fases de produção, para investigar aditivos e ingredientes, determinar a inclusão e o nível ótimo de nutrientes, testar produtos comerciais, validar linhas genéticas e comparar instalações, ambiência e equipamentos. Nesse núcleo, a empresa projeta modernizar as instalações, com o investimento de R$ 10 milhões e o início das obras previsto para os próximos anos. 

O Núcleo de Bovinos de Corte possui um confinamento experimental composto por dois galpões com 24 baias, um curral de manejo e um galpão de apoio para armazenar rações secas, feno e maquinário. Em média, nessas instalações, são realizados dois experimentos por ano. Já as validações em escala comercial são conduzidas na Fazenda Jumari (Ipiaçu/ MG), também de propriedade da Agroceres Multimix e composta por: um confinamento com 25 baias e capacidade média de 70 animais; oito pastos com área total de 375 hectares e média de lotação de 3,5 cabeças/ha/ano, onde é realizada a Recria Intensiva a Pasto (RIP); dez pastos com área total de 166 hectares e média de lotação de 7 cabeças/ha/ano, onde ocorre a Terminação Intensiva a Pasto (TIP). Nos últimos anos, as pesquisas com bovinos de corte buscaram desenvolver aditivos modificadores da fermentação ruminal, hibridos de milho para silagem, aditivos, planos nutricionais para animais confinados e dietas alternativas para diferentes conjunturas econômicas.

 
Free Stall em túnel de vento compõe o Núcleo de Bovinos de Leite

 
Ferramentas para o enriquecimento ambiental também estão presentes no Núcleo de Bovinos de Leite do Centro de Pesquisas da Agroceres Multimix

O Núcleo de Bovinos de Leite tem capacidade para 60 vacas em lactação e oito vacas secas. O Free Stall possui sistema de resfriamento adiabático evaporativo composto por placas de celulose, ventilação por pressão negativa e túnel de vento.
Alimentadas em sistema de cochos individualizados e automáticos — os quais favorecem o princípio da repetibilidade da pesquisa —, as vacas apresentam média de mais de 41 litros de leite por dia, obtidos em sistema de ordenha semiautomática e com estrutura anexa no subsolo para coletar amostras de leite. O Núcleo de Bovinos de Leite também é composto pelo bezerreiro, pelos piquetes de recria, pelos três silos para forragem e pelo sistema de tratamento de dejetos tipo reator UASB, o qual processa, de forma integrada, dejetos de suínos e bovinos, resultando no coproduto que fertiliza as lavouras do próprio Centro de Pesquisas. De acordo com Gilson Dias, gestor técnico de bovinos de leite, as principais linhas de pesquisa desenvolvidas nos últimos anos investigaram aditivos e ingredientes estratégicos, bem como a interação entre nutrição e reprodução. “Buscamos sempre superar as expectativas e antecipar as demandas do produtor”, afirmou Gilson. 


 

O bezerreiro individual e os piquetes de recria são parte da Núcleo de Bovinos de Leite do Centro de Pesquisas da Agroceres Multimix 

 


 
Gilson Dias, gestor técnico de bovinos de leite, mostrou o sistema instalado no subsolo para a coleta de amostras individualizadas de leite

 

Vista aérea da Granja Paraíso, localizada em Patos de Minas/MG 

 
Especialistas em comunicação no agronegócio posaram em frente ao Núcleo de Bovinos de Leite do Centro de Pesquisas da Agroceres Multimix

A Granja Paraíso
Localizada em Patos de Minas (MG), a Granja Paraíso reúne 3,4 mil matrizes suínas, que permitem que a Agroceres Multimix não apenas desenvolva pesquisas, mas também faça validações em escala comercial. A unidade dispõe de diferentes tipos de instalações e atende, também, às demandas da unidade de genética suína, a Agroceres PIC.

Contém ciência
 A empresa que faz muito mais que nutrição proporcionou muito mais que uma imersão técnica aos seus privilegiados convidados. Cada processo mostrou que a ciência — em sofisticado material e rigoroso método — é o ingrediente principal de cada formulação nutricional. Com genuína competência, cada gestor detalhou a perseverante trajetória das soluções que chegam às mãos do homem do campo. Assim, cada visita guiada foi admirada pelos que presenciaram a inovação nortear o futuro da nutrição animal. Ao fim da jornada, só é possível dizer que a cadeia de produção de leite reverencia, agradece e conta com a Agroceres Multimix.  

Confira o vídeo e conheça o Núcleo de Tecnologia e Inovação da Agroceres Multimix.





ALOMA EITERER LEÃO - Equipe Revista Leite Integral

Compartilhar:


Autor

ALOMA EITERER LEÃO

ALOMA EITERER LEÃO

Aloma Eiterer Leão, Médica Veterinária graduada na UFV, com mestrado e doutorado em Produção Animal pelo departamento de Zootecnia da Escola de Veterinária da UFMG.


Comentários

Enviar comentário