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Animais Jovens, Manejo, Sanidade

Quanto custa uma bezerra doente?

Quanto custa uma bezerra doente?

Na pecuária leiteira, é fundamental compreender que nem todos os acontecimentos na vida de um animal têm impacto imediato. O histórico de cada vaca impacta diretamente na produção de leite futura. Por isso, o cuidado com as bezerras e a fase de cria deve ser atento, a fim de mitigar perdas, potencializar ganhos e oferecer condições para que expressem ao máximo seu potencial genético. 

Desde o nascimento e durante a fase de cria, as bezerras enfrentam desafios metabólicos e fisiológicos, além de estresse inerente a etapas específicas do desenvolvimento. O primeiro deles ocorre no parto: ao deixar o ambiente seguro e estável do útero, a bezerra passa a lidar com as adversidades externas. Outro momento crítico é o desaleitamento, que costuma vir acompanhado da queda da imunidade passiva, tornando o animal mais suscetível a doenças. 

O desenvolvimento do sistema imune dos bovinos tem início na vida intrauterina e evolui gradualmente até a puberdade. Ao longo desse processo, fatores de manejo e ambiente podem exercer influência decisiva - tanto positiva quanto negativa. Um exemplo central é a colostragem. Como os anticorpos não são transferidos pela placenta durante a gestação, o fornecimento de colostro de qualidade deve ocorrer preferencialmente até duas horas após o nascimento, na quantidade equivalente a 10% do peso corporal. 

Esse cuidado é determinante: após esse período, a capacidade de absorção de anticorpos cai de forma acentuada. O colostro, portanto, é a principal fonte de proteção contra agentes patogênicos nessa fase, até que o sistema imunológico do animal, ainda imaturo, alcance maior eficiência.

Desafios no início da vida 

A fase inicial da vida das bezerras é marcada por vulnerabilidades que, se não forem cuidadosamente manejadas, podem comprometer o desenvolvimento e a produtividade futura do rebanho. Entre as principais ameaças, a diarreia neonatal se destaca pelo impacto econômico e pelo prejuízo ao desempenho animal. Ao debilitar as bezerras, provoca a redução do consumo voluntário, compromete o ganho de peso diário e afeta diretamente a eficiência alimentar. 

A ocorrência da diarreia geralmente envolve múltiplos agentes patogênicos, cada um com período característico de maior incidência. No entanto, a simples presença do microrganismo não basta para que a enfermidade se instale: fatores de risco ligados ao manejo e ao ambiente - como higiene inadequada, superlotação ou falhas na colostragem - são decisivos para a ocorrência e a gravidade dos casos. Os principais agentes incluem vírus (rotavírus e coronavírus), bactérias (Salmonella spp. e Escherichia coli) e protozoários (Cryptosporidium spp. e Eimeria spp.). 

Além das diarreias, as doenças respiratórias também representam um desafio expressivo. Esse grupo de enfermidades vai além das pneumonias, englobando diferentes agentes etiológicos, fatores predisponentes e tipos de lesões no trato respiratório. Entre as mais comuns em bezerras estão a pneumonia intersticial, a broncopneumonia e a pneumonia broncointersticial, que podem causar danos reversíveis ou permanentes, afetando a saúde e o desempenho futuro do animal. 

As onfalites, por sua vez, estão frequentemente associadas a uma cura umbilical inadequada. O umbigo, por ser uma porta de entrada para agentes infecciosos, exige desinfecção criteriosa com tintura de iodo a 7% ou 10% durante, no mínimo, três dias consecutivos, para promover o ressecamento e a queda segura do coto umbilical. Ambientes sujos aumentam significativamente o risco de infecção, podendo evoluir para septicemia e poliartrite, condições que muitas vezes resultam em óbito.  

Outra enfermidade de relevância é a tristeza parasitária bovina (TPB), altamente prevalente no Brasil e responsável por grandes perdas econômicas. Seus sinais clínicos são frequentemente inespecíficos, o que dificulta o diagnóstico precoce. O monitoramento diário da temperatura corporal e a realização de esfregaços sanguíneos são ferramentas essenciais para a detecção antecipada. A TPB é causada por um complexo de agentes — Anaplasma marginale, Babesia bovis e Babesia bigemina — que, isolados ou em associação, provocam anemia, prostração, redução no consumo e intensa debilidade. 

Em síntese, enfermidades como diarreia neonatal, doenças respiratórias, onfalites e TPB têm origem multifatorial, envolvendo a interação entre agentes infecciosos, manejo inadequado e falhas na ambiência. O controle efetivo passa por um conjunto de ações integradas: boas práticas de manejo, rigor na higiene, monitoramento constante e protocolos preventivos bem definidos. Essas medidas são indispensáveis para reduzir morbidade e mortalidade, assegurando a saúde das bezerras e a sustentabilidade produtiva das fazendas leiteiras.

ENFERMIDADES COMO DIARREIA NEONATAL, DOENÇAS RESPIRATÓRIAS, ONFALITES E TPB TÊM ORIGEM MULTIFATORIAL, ENVOLVENDO A INTERAÇÃO ENTRE AGENTES INFECCIOSOS, MANEJO INADEQUADO E FALHAS NA AMBIÊNCIA. O CONTROLE EFETIVO PASSA POR UM CONJUNTO DE AÇÕES INTEGRADAS: BOAS PRÁTICAS DE MANEJO, RIGOR NA HIGIENE, MONITORAMENTO CONSTANTE E PROTOCOLOS PREVENTIVOS BEM DEFINIDOS. ESSAS MEDIDAS SÃO INDISPENSÁVEIS PARA REDUZIR MORBIDADE E MORTALIDADE, ASSEGURANDO A SAÚDE DAS BEZERRAS E A SUSTENTABILIDADE PRODUTIVA DAS FAZENDAS LEITEIRAS  


O início da vida exige cuidado: abrigo limpo e manejo correto são essenciais para reduzir riscos sanitários 

Efeitos das doenças na vida das bezerras 

A ocorrência de doenças na fase inicial da vida das bezerras exerce impactos profundos e duradouros sobre a saúde, o crescimento, o desempenho reprodutivo e a produtividade ao longo de toda a vida. Doenças comuns nesse período, especialmente diarreia e doenças respiratórias, aumentam o risco de mortalidade, reduzem o ganho de peso e podem comprometer a produção de leite e a eficiência reprodutiva na vida adulta. 

Dados internacionais reforçam a dimensão do desafio. Em países como Estados Unidos, Canadá e Austrália, as taxas de morbidade durante o aleitamento variam entre 23% e 35%, e as de mortalidade, entre 3,5% e 10%. No Brasil, o relatório Alta Cria (2023-2024) aponta índices de 12% a 25% para morbidade e de 2,5% a 8% para mortalidade, refletindo diferenças regionais e de manejo, mas evidenciando que o problema permanece expressivo. Nesse cenário, diarreia e doenças respiratórias despontam como as enfermidades de maior prevalência, com forte repercussão econômica para as propriedades leiteiras, tanto pelas perdas diretas de animais, quanto pelos custos de tratamento e pelos efeitos de longo prazo sobre a performance produtiva.

Pesquisas realizadas nos Estados Unidos mostraram que bezerras acometidas por pneumonia, diarreia ou ambas simultaneamente apresentaram queda no crescimento de 8%, 18% e 29%, respectivamente, em comparação a animais sadios. Quando o tratamento se estende por períodos prolongados - até 22 dias -, a redução no ganho de peso diário chega a 110 gramas em relação a bezerras tratadas por menos de 11 dias. O efeito é proporcional à duração da doença: quanto mais prolongada a pneumonia, maior a perda no desempenho. 

Infecções umbilicais também têm relação direta com a redução do ganho de peso total nos três primeiros meses de vida. Trata-se de uma enfermidade com potencial para causar consequências severas e sistêmicas, exigindo diagnóstico precoce e intervenção rápida para evitar septicemia e óbito. 

Outro estudo, conduzido com 2.092 bezerras de três fazendas norte-americanas, investigou a relação entre o início da diarreia neonatal e sua duração. A cada dia de atraso no aparecimento da diarreia, sua duração diminuía em cerca de 0,2 dias, o que se refletia em um ganho médio diário aproximadamente 10 gramas superior.

Os efeitos dos anticorpos absorvidos via colostro no ganho de peso diário também foram estudados e têm relação com a saúde e a capacidade do animal de se proteger de patógenos. Comparando bezerras de dois rebanhos que não foram manejadas com colostro, aqueles que tomaram colostro tiveram um ganho médio de peso diário cerca de 100 gramas maior do que os que não foram colostrados. A concentração sérica de IgG, medida entre 24 e 48 horas após o parto, mostrou-se um fator significativo para o desempenho até os 180 dias: quanto maior a concentração de anticorpos, maior o ganho de peso diário. 



Higiene no fornecimento do leite é fator-chave para prevenir diarreias e garantir bom desenvolvimento 


Doenças na cria, prejuízos na lactação: o reflexo das primeiras fases na produção adulta 

A taxa de crescimento entre o nascimento e a maturidade sexual está diretamente associada à idade ao primeiro parto e ao potencial produtivo do animal. Estudos com vacas das raças Holandês e Jersey, conduzidos nos Estados Unidos, mostram que novilhas que ganharam cerca de 600 gramas de peso por dia durante o período pré-púbere — intervalo entre atingir 100 quilos de peso vivo e a maturidade sexual — apresentaram maior produção de leite na primeira lactação. 

Embora já sejam amplamente conhecidos os efeitos imediatos das doenças na fase de cria sobre o desempenho das bezerras, os impactos de longo prazo, especialmente antes do desaleitamento, sobre a produção leiteira e o desempenho reprodutivo ainda despertam debate. Um estudo com 27.272 bezerras de um mesmo rebanho leiteiro avaliou a influência de enfermidades  como diarreia e doenças respiratórias bovinas (DRB) no ganho de peso diário durante o aleitamento, bem como nos índices reprodutivos, na taxa de descarte e na produção da primeira lactação. Dos animais monitorados, 487 apresentaram DRB e 926 foram acometidos por diarreia. 

Os resultados mostraram que novilhas com histórico de DRB na fase de aleitamento foram menos propensas a serem inseminadas e a alcançar o primeiro parto, apresentando redução de 14% na probabilidade de parição em comparação às novilhas sadias. No caso da diarreia, quando diagnosticada após o primeiro mês de vida, não houve associação com a probabilidade de inseminação, gestação confirmada ou parição. No entanto, novilhas afetadas por diarreia durante o aleitamento precisaram de mais inseminações para emprenhar e, quando prenhes, pariram de 5 a 7 dias mais tarde que as sem histórico da doença. A diarreia também foi associada à redução de 325 quilos de leite na primeira lactação e à queda de 50 gramas no ganho de peso médio diário. 

O ganho de peso até o desaleitamento é um indicador-chave da produtividade futura. Animais que se desenvolvem melhor nessa fase tendem a apresentar maior produção de leite ao longo da vida. Por outro lado, doenças reduzem o consumo voluntário, prejudicam o aproveitamento dos nutrientes e comprometem o desenvolvimento corporal, com reflexos duradouros sobre o desempenho produtivo. 

O GANHO DE PESO ATÉ O DESALEITAMENTO É UM INDICADOR-CHAVE DA PRODUTIVIDADE FUTURA. ANIMAIS QUE SE DESENVOLVEM MELHOR NESSA FASE TENDEM A APRESENTAR MAIOR PRODUÇÃO DE LEITE AO LONGO DA VIDA. POR OUTRO LADO, DOENÇAS REDUZEM O CONSUMO VOLUNTÁRIO, PREJUDICAM O APROVEITAMENTO DOS NUTRIENTES E COMPROMETEM O DESENVOLVIMENTO CORPORAL, COM REFLEXOS DURADOUROS SOBRE O DESEMPENHO PRODUTIVO


O custo da cria: como as doenças reduzem o lucro da atividade leiteira 

A criação de bezerras leiteiras é uma das etapas mais desafiadoras, tanto do ponto de vista sanitário quanto econômico. As doenças que afetam esses animais jovens geram prejuízos que vão muito além dos custos imediatos com tratamento: comprometem o desempenho produtivo futuro e reduzem a rentabilidade da propriedade.

No Brasil, os principais desafios sanitários variam conforme o sistema de criação. Em sistemas confinados, as doenças respiratórias representam a principal causa de mortalidade, principalmente no período pós-desmame. Por outro lado, em sistemas extensivos, como piquetes, a TPB é mais prevalente, especialmente em regiões endêmicas. A anemia provocada pela TPB leva os animais à hiperventilação, que pode desencadear quadros respiratórios. 

Os prejuízos não se restringem às perdas por mortalidade. Bezerras que enfrentam doenças, especialmente respiratórias, durante a fase de aleitamento, apresentam desenvolvimento comprometido. Estudos apontam que essas bezerras podem ter, em média, 11 kg a menos aos seis meses, o que leva ao atraso na idade ao primeiro parto. Além disso, há uma redução expressiva na produtividade, com perda de aproximadamente 520 kg de leite na primeira lactação. Essa redução na produção compromete diretamente a viabilidade econômica do sistema, considerando que até 30% dos animais não chegam ao fim da primeira lactação, ou seja, não se tornam financeiramente rentáveis. 

Para garantir sustentabilidade e eficiência, é essencial estabelecer metas sanitárias e de desempenho. A mortalidade nos dois primeiros meses de vida - período mais crítico - deve ser inferior a 5%. A incidência de infecções umbilicais deve ficar abaixo de 2%, e a de diarreia, inferior a 25% dos animais que necessitam de tratamento com antibióticos. Contudo, em diversas regiões do país, surtos de diarreia chegam a acometer todas as bezerras entre o terceiro e o décimo dia de vida, revelando falhas graves de manejo e higiene. 

As doenças respiratórias devem ter incidência inferior a 10%, embora não seja raro encontrar propriedades com índices de 25%, evidenciando a necessidade urgente de melhorias ambientais e de manejo. Quanto à TPB, espera-se que, no aleitamento, menos de 3% das bezerras exijam tratamento, e que, após o desaleitamento, esse índice não ultrapasse 35%. Acima desses valores, fica claro que há oportunidades de intervenção para elevar a eficiência.

O uso de medicamentos é outro indicador-chave: o ideal é que menos de 10% dos animais recebam antibióticos ou anti-inflamatórios em um mesmo dia. Do ponto de vista de desempenho, as bezerras devem dobrar o peso de nascimento até os 60 dias, reflexo de nutrição e saúde adequadas. Em relação ao desenvolvimento reprodutivo, novilhas de raças europeias devem atingir 50% do peso adulto por volta dos 13 meses, enquanto mestiças alcançam essa marca entre 15 e 17 meses. O peso adulto corresponde ao obtido aproximadamente na metade da terceira lactação, variando conforme sistema de produção, genética e manejo alimentar. 

A análise da curva de sobrevivência evidencia o desafio: entre o nascimento e os 90 dias, cerca de 10% dos animais são perdidos; dos 90 aos 180 dias, mais 6,5%; e após os 180 dias, ainda ocorre mortalidade de cerca de 2%. Esses números reforçam a necessidade de práticas de manejo mais eficazes, principalmente nos animais mais jovens, que são mais vulneráveis a desafios sanitários, ambientais e nutricionais. 

Vale lembrar que a fase de aleitamento, embora seja uma das mais caras - já que demanda leite que poderia ser comercializado -, é também a de maior eficiência alimentar da vida do animal. Nesse período, a capacidade de converter alimento em ganho de peso é máxima e nunca mais será igual ao longo da vida produtiva. Por isso, investir em nutrição e sanidade adequadas nessa etapa, mesmo que implique custos mais altos, é uma estratégia que se traduz em retorno futuro, na forma de maior produção de leite, redução da idade ao primeiro parto e aumento da longevidade produtiva.

Prevenir é lucrar: o manejo que garante saúde hoje e produção amanhã 

Nos primeiros dias de vida da bezerra, todo cuidado é pouco. É justamente nesse período que o animal ainda está se adaptando ao ambiente fora do útero e não conta com um sistema imunológico plenamente funcional. Uma das principais falhas que abre espaço para doenças é a má colostragem, quando o colostro não é fornecido na quantidade, qualidade ou momento adequados. 

Essa primeira secreção da glândula mamária, produzida logo após o parto, é riquíssima em anticorpos e fundamental para a defesa do organismo contra agentes infecciosos. Se a bezerra não ingere esse colostro nas primeiras duas horas de vida, ou consome pouco, ou se ele estiver com grande quantidade de bactérias e/ou com baixa qualidade, ocorre o que chamamos de falha na transferência de imunidade passiva. E é aí que surgem os problemas: diarreias com alto risco de mortalidade, pneumonias e consequências de infecções umbilicais que comprometem a saúde e o desempenho do animal. 

O umbigo, inclusive, exige atenção redobrada. Ele é uma porta de entrada direta para microrganismos. Se não for desinfetado corretamente com iodo ou outro produto apropriado, pode evoluir para infecções (as chamadas onfalites), que às vezes chegam até à corrente sanguínea e geram septicemias. Por isso, além de aplicar a tintura de iodo (7% a 10%) nas primeiras horas, é preciso repetir nos dias seguintes, até o completo ressecamento do coto. 

O ambiente também é um fator muito importante. Locais sujos, úmidos, mal ventilados ou com excesso de animais aumentam o risco de contaminação. O ideal é manter instalações limpas, cama seca e bem manejada, ventilação adequada (sem corrente de ar direto) e espaço individual para cada bezerra. Além disso, o estresse causado por calor, frio, ruído ou manejo agressivo reduz a imunidade e torna os animais mais vulneráveis. 

NOS PRIMEIROS DIAS DE VIDA DA BEZERRA, TODO CUIDADO É POUCO. É JUSTAMENTE NESSE PERÍODO QUE O ANIMAL AINDA ESTÁ SE ADAPTANDO AO AMBIENTE FORA DO ÚTERO E NÃO CONTA COM UM SISTEMA IMUNOLÓGICO PLENAMENTE FUNCIONAL 

Outro ponto-chave, muitas vezes negligenciado, é o momento do parto. A vaca precisa parir em um ambiente calmo, seco e higienizado. Todos os cuidados nas primeiras horas de vida da bezerra devem seguir protocolos simples, mas rigorosos: mãos limpas, utensílios esterilizados e muita atenção aos detalhes. E, claro, observar a bezerra todos os dias: se está ativa, mamando bem, com fezes normais, sem sinais de tosse ou febre. Pequenas alterações no comportamento geralmente são os primeiros alertas de que algo não vai bem. 

A prevenção também passa por estratégias acessíveis, como a vacinação das vacas prenhas nas semanas que antecedem o parto. Isso eleva a quantidade de anticorpos no colostro e aumenta a proteção das bezerras contra patógenos como E. coli, rotavírus e coronavírus. Já o fornecimento de leite e água deve seguir regras básicas de higiene: baldes, mamadeiras e bebedouros sempre limpos, evitando restos azedos ou sujos. Sempre que possível, usar utensílios exclusivos por animal evita contaminação cruzada.

Com cuidados simples, consistentes e baseados em protocolos bem executados, é possível reduzir significativamente a ocorrência de doenças e promover um desenvolvimento saudável. O resultado é uma novilha mais forte e, no futuro, uma vaca mais produtiva e longeva. Cada detalhe bem conduzido nesse início é, na prática, um investimento direto no desempenho e na rentabilidade do rebanho.  

Ambiente seco, confortável e bem manejado contribui para a saúde e a produtividade futura 


Conclusão 

As doenças na fase de criação de bezerras não representam apenas um desafio sanitário, mas um sério problema econômico. Os custos diretos, como gastos com medicamentos, atendimento veterinário e aumento de mão de obra, são somados aos custos indiretos, que são ainda mais expressivos, como queda na produtividade, aumento na idade ao primeiro parto, menor longevidade produtiva e até descarte precoce. 

Para que a criação de bezerras seja economicamente viável e produtivamente eficiente, é essencial investir em manejo sanitário preventivo, nutrição de alta qualidade, ambiente adequado e monitoramento constante, buscando sempre alcançar as metas recomendadas para reduzir doenças, melhorar o desenvolvimento e maximizar o retorno econômico do rebanho.


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GEMP

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