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Manejo

Saiba como enfrentar os desafios da diarreia neonatal em bezerros com a solução MSD

Um desafio de alta prevalência e grande impacto econômico

Saiba como enfrentar os desafios da diarreia neonatal em bezerros com a solução MSD

A diarreia neonatal é o principal problema de saúde enfrentado por bezerros recém-nascidos. Representa a causa mais comum de mortalidade em animais jovens não desaleitados e está relacionada a prejuízos significativos: crescimento deficiente, aumento da mão de obra necessária e elevação dos custos para o produtor. 

Dados indicam que mais de 50% das perdas antes do desaleitamento ocorrem devido à diarreia. Além dos impactos imediatos - como apatia, perda de apetite e redução no ganho de peso em até 30 g/dia -, bezerras de reposição afetadas podem apresentar atrasos no primeiro parto e menor produtividade na primeira lactação. Isso torna a diarreia neonatal não apenas um problema de saúde, mas também uma questão econômica e de bem-estar animal.


Causas e mecanismos 

As diarreias neonatais têm causas multifatoriais, sendo classificadas como infecciosas ou nutricionais. 

a) Infecciosas: são as mais comuns, e envolvem patógenos virais (Rotavírus, Coronavírus), bacterianos (Escherichia coli, Salmonella spp., Clostridium perfringens) e parasitários (Criptosporidium parvum, Coccídios) (Figura 1). Esses agentes comprometem o trato intestinal, destruindo os enterócitos, causando atrofia das vilosidades e inflamação da submucosa, o que resulta em diarreia.



 b) Nutricionais: estão geralmente relacionadas a falhas no manejo, como mudanças abruptas na dieta ou administração inadequada de substitutos lácteos. 


Sinais clínicos e indicadores de bem-estar 

O quadro clínico típico inicia-se com fezes aquosas, podendo evoluir rapidamente para desidratação grave (com perda de até 12% da água corporal). Sintomas como olhos encovados, focinho seco, orelhas frias e elasticidade reduzida da pele são sinais de alerta. Bezerros com diarreia tendem a ficar apáticos, sonolentos, com menor interação social e alterações no comportamento - como permanência deitados e postura indicativa de dor (abdômen curvado, cauda entre as pernas e cabeça baixa).


Prevenção e diagnóstico: o tripé da eficiência 

A prevenção da diarreia neonatal deve ser pautada em três pilares: ambiente, colostragem e diagnóstico. 

1. Ambiente e higiene: o local do parto deve ser limpo e seco, e o bezerro deve ser separado rapidamente da mãe para reduzir a exposição a patógenos; 

2. Colostragem eficiente: o colostro é a primeira e mais importante barreira contra infecções. A absorção de anticorpos (IgG) ocorre nas primeiras horas de vida e cessa após 24 horas. Avaliar a qualidade e a quantidade do colostro oferecido é fundamental - o ideal é atingir níveis séricos de IgG acima de 10 g/L. Ferramentas como colostrômetro ou refratômetro ajudam a garantir essa qualidade; 

3. Diagnóstico preciso: a coleta de amostras fecais frescas de pelo menos cinco bezerros afetados permite identificar os agentes envolvidos. O diagnóstico preciso orienta o tratamento e a estratégia de prevenção mais eficaz. 


Tratamento e estratégias de controle Após o diagnóstico, o protocolo deve incluir: 

• Tratamento dos animais afetados: reidratação oral ou intravenosa, antibióticos (quando indicados) e antiinflamatórios não esteroidais para alívio da dor; 

• Correção na colostragem: revisar protocolos de fornecimento, qualidade e quantidade; 

• Prevenção com imunização e aditivos: vacinas para as matrizes (como Rotavec®) reduzem a transmissão de Rotavírus, Coronavírus e E. coli K99; Halocur® previne infecções por Criptosporidium parvum; Panacoxx atua contra Coccidiose. 


PhageIn®: inovação no controle da diarreia neonatal 

Como parte do pacote de soluções para saúde intestinal, destaca-se o PhageIn®, novo produto da MSD Saúde Animal (Figura 2).



Trata-se de um aditivo alimentar à base de bacteriófagos, vírus naturais altamente específicos que atacam exclusivamente bactérias patogênicas. Uma vez que reconhecem seus alvos (como Salmonella spp. e E. coli), os bacteriófagos invadem a célula bacteriana, replicam-se em seu interior e provocam sua destruição por lise (Figura 3). 



Essa tecnologia inovadora permite prevenir e controlar diarreias bacterianas sem o uso de antibióticos, promovendo saúde intestinal e sustentabilidade na criação das bezerras.
A diarreia neonatal continua sendo um dos maiores desafios da pecuária de leite. No entanto, quando abordada com protocolos adequados de manejo, diagnóstico e prevenção — aliados a inovações como o uso de bacteriófagos —, é possível reduzir drasticamente sua ocorrência e impacto.
Investir na saúde intestinal dos bezerros desde os primeiros dias significa mais produtividade, menor uso de antibióticos e maior bem-estar animal, refletindo diretamente na rentabilidade da fazenda.



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Autor

MSD Saúde Animal

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