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Nutrição

Inoculantes em silagem de milho: quando usar?

Inoculantes em silagem de milho: quando usar?

Texto: Thiago Fernandes Bernardes

 Pelo fato da silagem ter a maior participação nas dietas, há sempre o questionamento sobre o uso de inoculantes para esta cultura. Antes de mais nada, é preciso entender que inoculantes bacterianos são aditivos utilizados na confecção de silagens com o objetivo de corrigir alguma “falha” que a cultura ensilada apresenta. Então, em quais casos utilizá-los?

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O milho tem sido a cultura predominante para produção de silagem no Brasil e em outros países com forte atividade pecuária. Isso ocorre porque as plantas desta espécie apresentam condições ideais para que a cultura seja “transformada” em silagem. Somado a este fator, o milho reúne duas características extremamente importantes em um volumoso suplementar: elevado potencial de produção de MS e elevado valor nutricional, além da flexibilidade de uso, podendo-se fazer silagem da planta inteira ou a silagem dos grãos.

Pelo fato de ser a silagem com maior participação nas dietas, há sempre o questionamento sobre o uso de inoculantes para esta cultura. Porém, antes mesmo de responder essa pergunta de forma direta, eu gostaria que os leitores entendessem a seguinte condição: inoculantes bacterianos são aditivos utilizados na confecção de silagens com o objetivo de corrigir alguma “falha” que a cultura ensilada apresenta. As culturas podem: i) não fermentar adequadamente ou ii) serem susceptíveis ao processo de deterioração aeróbia (quando são atacadas por mofos). Percebam que os problemas apresentados são distintos, o que nos remete a pensar que diferentes “ferramentas” devam ser utilizadas para corrigir tais “falhas”. Por exemplo: Para fixar um prego ninguém utiliza chave de fenda, pois há uma ferramenta denominada martelo para conduzir tal tarefa. Assim devemos fazer com os inoculantes bacterianos recomendados para a produção de silagens.

 

Uso estratégico

Como foi comentado no início do texto, a silagem de milho tem características positivas quanto à fermentação. Desse modo, o problema a ser enfrentado é o processo de deterioração. Este fenômeno ocorre porque o ar, quando em contato com a silagem, ativa o desenvolvimento dos fungos. Então, o inoculante deve apresentar especificidade contra tais microrganismos. A bactéria denominada Lactobacillus buchneri surgiu na década de 90, justamente com o propósito de controlar perdas em silagens suscetíveis à deterioração, como ocorre com o milho. O surgimento desta bactéria modificou os conceitos sobre os inoculantes, pois até aquela época somente existiam bactérias que melhoravam a fermentação. Portanto, os mercados brasileiro e mundial dispõem atualmente de inoculantes que também podem controlar os efeitos deletérios causados pelo contato da silagem com o ar.

Para finalizar, lembrem-se que qualquer aditivo deve ser utilizado de forma estratégica, ou seja, somente quando o problema existir, pois é possível confeccionar silagens de alta qualidade sem o uso desses produtos. Lembrem-se também que, para um inoculante ser eficiente, vários fatores precisam estar em sintonia, tais como: dose a ser aplicada, homogeneidade com a forragem, condições ambientais no momento da aplicação e, acima de tudo, aquilo que discutimos neste texto: compatibilidade com o problema a ser enfrentado.

 

 

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