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O futuro já começou

Robôs, instalações fechadas e modernos sistemas de tratamento de água serão o "novo normal" nos próximos 10 a 20 anos.

O futuro já começou

Edição #94 - Janeiro/2017

O FUTURO JÁ COMEÇOU!

Robôs, instalações fechadas e modernos sistemas de tratamento de água serão o "novo normal" nos próximos 10 a 20 anos.

“As considerações que usamos, há décadas, na elaboração de projetos de instalações para a pecuária leiteira, podem, em breve, estar com os dias contados, prevê Tom Haren da AGPROfessionals, com sede em Greeley, Colorado, EUA." Nós vamos ter que desaprender muitas das nossas atuais regras de ouro."

Com 20 anos de experiência no setor leiteiro dos EUA, Haren tem um negócio que funciona como o de um promotor de imóveis comerciais. Licenciado em 15 estados, ele tem orientado inúmeras famílias de pecuaristas sobre como iniciar na atividade leiteira. 

"Atualmente, leva-se de dois a quatro anos para colocar uma nova fazenda em funcionamento, desde receber o primeiro telefonema do futuro produtor até colocar a primeira unidade de ordenha em uma vaca," explica Haren.

Segundo ele, "os custos são bastante elevados. Por isso, as despesas devem ser distribuídas por mais unidades. Neste caso, as unidades são as vacas. Acreditamos que uma nova fazenda deve ter o tamanho mínimo de 1.800 a 2.000 vacas.  A maioria está com 3.500 vacas ou mais.", afirma Haren.

CUSTOS MAIS ALTOS

No Oeste, as novas fazendas leiteiras têm levado mais tempo para recuperar os investimentos iniciais. "Regulamentações, disponibilidade de água e um amplo cronograma de desenvolvimento estão entre os itens que somam custos aos sistemas", explica Haren. "Há também a despesa contínua de manter um bom gerente na fazenda e uma mão de obra qualificada."

A gestão da água é uma questão muito importante para todas as fazendas leiteiras, especialmente as novas. "O país pode ser dividido em dois grupos de fontes de água. Para a maior parte do Oeste, a água provém de fontes de montanha ou é bombeada do subsolo. Ao contrário do leste dos EUA, onde as águas subterrâneas são reabastecidas pela chuva, quase toda a água subterrânea ocidental provém de fontes glaciais, presas no subsolo há milhares de anos, ou de neve derretida de fontes acima do solo ", explicou Haren. "Essa água não é facilmente reposta."

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Foto: Os equipamentos de automação estão sendo aperfeiçoados a cada dia. Com isso, seu custo irá cair, permitindo um menor investimento de entrada.

É a questão da disponibilidade de água que poderia, eventualmente, conduzir ao que Haren acredita que serão duas grandes mudanças na pecuária leiteira: tendências para instalações fechadas e maiores e mais eficientes sistemas de tratamento de água. "Instalações fechadas, como o Free Stall, com túnel de ar e ventilação cruzada, requerem uma área muito menor do que as naturalmente ventiladas", observou Haren. "Além de poder controlar melhor o ambiente para as vacas, a área da construção é muito menor, tornando as obras mais rápidas", explica ele. 

Do ponto de vista do manejo da água, existem vantagens adicionais. "Além da possibilidade de utilização da água de chuva, o tamanho das lagoas fica menor", disse o empresário. Esta discussão, naturalmente, leva ao tratamento de água residual. "Você me diz que o melhor que podemos fazer é cavar um buraco para uma lagoa?,  pergunta ele de forma retórica. "Um dia, fazendas leiteiras produzirão água de qualidade municipal", disse ele ao responder à sua própria pergunta.

"No Oeste, pode custar entre US $ 2 e US $ 4 milhões para garantir os direitos de utilização da água para uma fazenda de 1.800 a 3.500 vacas", disse Haren. "Por outro lado, os sistemas de tratamento de água variam entre US $ 4 a US $ 5 milhões", disse ele, observando que os custos continuarão baixando à medida que a tecnologia melhorar. "Enquanto esse processo se desenrola, as lagoas vão desaparecendo", ele prevê. "Isso vai abrir uma nova série de locais para instalação de fazendas leiteiras."

POUCOS PASSOS À FRENTE

"A área de corte necessária para construir uma fazenda também vai encolher", prevê Haren. "Até agora, a maioria dos produtores procurava um mínimo de 260 hectares para construir uma nova fazenda leiteira. Esse requisito de tamanho é necessário para instalar Free Stalls naturalmente ventilados, lagoas e locais para tratamento e reaproveitamento de dejetos. Em muitos casos, esses projetos exigem também terras mais planas, muitas vezes locais de lavoura", afirma Haren.

"No futuro, as fazendas poderão ser construídas em locais menores. Tratamento de água e sistemas de aproveitamento de dejetos irão reduzir impactos ambientais ", disse Haren. "À medida que essa mudança se desenrola, as novas fazendas leiteiras serão construídas em terras mais marginais, mas localizadas mais perto de fontes de grãos e centros populacionais".

MAIS ROBÔS

A tendência para maior automação e mais ordenhas robotizadas continuará a crescer, em ritmo cada vez mais acelerado, prevê Haren.

"Este será um divisor de águas, por muitas razões. Uma delas, é aumentar a previsibilidade do trabalho e das finanças, no longo prazo. O produtor pagará antecipadamente pela "mão de obra" com a utilização dos robôs", explica. 

OS LATICÍNIOS TAMBÉM EVOLUIRÃO

"Respostas mais rápidas e consistentes serão a nova onda de reação aos mercados de lácteos", prevê Haren. "As fazendas irão desenvolver uma capacidade modular para se adaptar às indústrias processadoras, o que será direcionado pelos custos de transporte. As fazendas do futuro poderão até ser construídas bem perto dos laticínios, de forma que o leite poderia ser canalizado diretamente para a indústria."

PENSAMENTOS OTIMISTAS

Haren acredita que os robôs e as tecnologias de tratamento de água irão melhorar muito ao longo do tempo. "À medida que essa tecnologia for aperfeiçoada, seu custo irá cair, permitindo um menor investimento de entrada. Isso é importante para a saúde financeira, a longo prazo, do setor leiteiro. Além disso, está em curso a questão das transferências de fazendas.

"Tenho muito mais compradores para fazendas entre 1.500 a 3.000 vacas do que para 5.000 a 10.000 vacas", disse ele.

Por fim, Haren oferece outro pensamento otimista... "Eu acredito que estas tecnologias, em conjunto, podem realmente retardar a taxa de consolidação em nossa indústria de leiteira."

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Foto: A tendência para maior automação e mais ordenhas robotizadas continuará a crescer, em ritmo cada vez mais acelerado.

 

Por: Equipe Hoard's Dairyman

Republicação autorizada da edição de 25de Outubro de 2016 da Hoard's Dairyman. Copyright by the W.D. Hoard and Sons Company, Fort Atkinson, Wisconsin, USA

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